Início / Confiabilidade e gestão

Custo real da hora parada

Some tudo o que uma parada não planejada custa, separe o que cresce com a duração do que é fixo por evento e veja quanto um programa de manutenção preventiva e preditiva devolve por ano.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Estimativa preliminar
Produção perdida
Custos durante a parada
Custos por evento
Frequência
Programa de manutenção preventiva e preditiva
Análise econômica
—Custo real de cada hora parada
—

Composição do custo de uma parada média

Parcelas que crescem com a duração e parcelas fixas por evento.

Toque no gráfico para ver os valores.

Custo do evento conforme a duração

A parte fixa (reparo, repartida, refugo, multas) pesa mais em paradas curtas.

Toque no gráfico para ver os valores.

Custo anual hoje e com o programa

O custo do programa entra na coluna proposta.

Toque no gráfico para ver os valores.

Retorno do projeto

Fluxo de caixa da melhoria: investimento no ano 0 e economia anual corrigida pelo aumento informado, descontada pela TMA.

Toque no gráfico para ver os valores.

O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Custo por hora = produção × (1 − r) × margem + produção × r × custo de recuperação + pessoas × custo/h × (1 − remanejadas) + potência × tarifa
Custo fixo por evento = reparo + energia de repartida × tarifa + refugo × custo do material + multas
Custo do evento = custo por hora × duração + custo fixo; custo anual = eventos × custo do evento
Com o programa: eventos × (1 − re) × (custo por hora × duração × (1 − rd) + custo fixo) + custo do programa

Hipóteses e limites

  • Margem de contribuição só é perdida na parte da produção que não pode ser recuperada depois (gargalo ou demanda perdida).
  • Para não contar duas vezes: se a margem já desconta mão de obra direta variável, deixe as pessoas paradas em zero.
  • As reduções de frequência e duração do programa são estimativas do usuário; referências do DOE indicam reduções de 35% a 45% no tempo parado com manutenção preditiva bem implantada.

Normas e documentos técnicos

  • ISO 55000:2024 e ISO 55001:2024: Asset management
  • EN 15341:2019: Maintenance key performance indicators
  • U.S. DOE FEMP, Operations & Maintenance Best Practices Guide, Release 3.0 (2010), chapter 5
  • SMRP Best Practices, 5th ed.: metrics for downtime and maintenance cost

Legislação e regulamentos no Brasil

  • CLT, art. 59: horas extras com adicional mínimo de 50% (custo da produção recuperada)
  • NR-12, item 12.11: manutenção com a máquina parada, energias isoladas e pessoal capacitado
  • Código Civil, arts. 389 e 402: perdas e danos e lucros cessantes por inadimplemento contratual (multas de atraso)

Perguntas frequentes

Como calcular o custo de uma hora parada?

Some a margem de contribuição que não será recuperada, o custo extra para recuperar o restante, a mão de obra sem tarefa e a energia consumida parada. Depois some os custos fixos por evento: reparo, repartida, refugo e multas.

Por que não usar o faturamento por hora?

Porque a parada não elimina só receita: ela também deixa de gastar matéria-prima e energia direta. O que se perde é a margem de contribuição, e só na parte que não volta depois.

Quanto rende a manutenção preditiva?

Depende do histórico. O guia de O&M do DOE cita reduções de 35% a 45% no tempo parado e de 70% a 75% nas quebras com programas preditivos maduros. Use números do seu equipamento.