Início / Qualidade e Six Sigma

Custo da má qualidade (COPQ)

Informe as perdas internas, as falhas que chegam ao cliente e os gastos com inspeção e prevenção para ver o custo da qualidade por categoria, o peso sobre o faturamento e o retorno de evitar o defeito na fonte.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Estimativa preliminar
Falhas internas (por ano)
Falhas externas (por ano)
Avaliação e prevenção (por ano)
Proposta: poka-yoke ou sistema de visão
Análise econômica
—Custo da má qualidade
—

Custos da qualidade hoje e com a proposta

Prevenção, avaliação, falhas internas e externas por ano.

Toque no gráfico para ver os valores.

Pareto das parcelas

Itens do custo da qualidade do maior para o menor, com o percentual acumulado.

Toque no gráfico para ver os valores.

Retorno do projeto

Fluxo de caixa da melhoria: investimento no ano 0 e economia anual corrigida pelo aumento informado, descontada pela TMA.

Toque no gráfico para ver os valores.

O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Falhas internas = refugo × custo + (retrabalho + reinspeção) × custo/h + paradas × custo/h
Falhas externas = devoluções × custo + garantias + multas
COPQ = falhas internas + externas; custo da qualidade = prevenção + avaliação + falhas
Proposta: falhas × (1 − redução de defeitos); inspeção × (1 − redução); prevenção + custo do sistema

Hipóteses e limites

  • A redução de defeitos vale igualmente para falhas internas e externas; ajuste se o sistema atacar só um tipo de defeito.
  • Custos intangíveis (imagem, clientes perdidos) não incluídos: o custo real tende a ser maior.
  • Referência usual de literatura: custo da qualidade de 5% a 30% do faturamento em empresas sem programa estruturado (Juran).

Normas e documentos técnicos

  • ISO 10014:2021: Quality management systems — Managing an organization for quality results — Guidance for realizing financial and economic benefits
  • BS 6143-2:1990: Guide to the economics of quality — Prevention, appraisal and failure model
  • Juran, J. M.; De Feo, J. A. Juran’s Quality Handbook, 7th ed. McGraw-Hill, 2016
  • Feigenbaum, A. V. Total Quality Control, 4th ed. McGraw-Hill, 1991

Legislação e regulamentos no Brasil

  • Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), arts. 12, 18 e 26: responsabilidade por defeito, vício do produto e prazos de reclamação
  • Recall: Portaria nº 618/2019 do Ministério da Justiça (comunicação de periculosidade de produtos)

Perguntas frequentes

O que é custo da má qualidade?

É tudo o que a empresa gasta porque as coisas não saem certas da primeira vez: refugo, retrabalho, reinspeção, devoluções, garantias e multas. Somado à avaliação e à prevenção, forma o custo total da qualidade.

Qual percentual do faturamento é normal?

Empresas sem programa estruturado costumam ter custo da qualidade de 5% a 30% do faturamento. Empresas maduras ficam abaixo de 5%, com mais peso em prevenção.

Por que investir em prevenção reduz o custo total?

Porque cada defeito evitado na fonte elimina retrabalho, inspeção e, principalmente, falhas externas, que são as mais caras.