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FPY e RTY: a fábrica oculta

Informe o rendimento de primeira passagem e o custo por defeito de cada etapa para obter o rendimento acumulado, as peças retrabalhadas e refugadas por ano e o custo da fábrica oculta.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Estimativa preliminar
Etapas do processo (FPY 0 = sem etapa)
Mais de 6 etapas? Colar a lista do Excel

Uma linha por etapa: nome (opcional), FPY em % e custo por defeito.

Ver o que foi lido

Custo por defeito: retrabalho, reinspeção e material perdido naquela etapa. Peças refugadas mais adiante custam mais, porque já receberam mais trabalho.

Volume e destino dos defeitos
Análise econômica
—Rendimento acumulado (RTY)
—

FPY de cada etapa e RTY acumulado

Barras: FPY de cada etapa. Linha: chance de a peça chegar até ali sem nenhum defeito.

Toque no gráfico para ver os valores.

Pareto do custo da fábrica oculta

Custo anual dos defeitos por etapa, do maior para o menor, com o percentual acumulado.

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Retorno do projeto

Fluxo de caixa da melhoria: investimento no ano 0 e economia anual corrigida pelo aumento informado, descontada pela TMA.

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O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

RTY = Π FPYᵢ
Defeitos na etapa i = peças que entram × (1 − FPYᵢ); retrabalhadas = defeitos × r; refugadas = defeitos × (1 − r)
Peças que seguem para a etapa i + 1 = peças que entram − refugadas
Custo anual = Σ defeitosᵢ × custo por defeitoᵢ

Hipóteses e limites

  • Retrabalho bem-sucedido na primeira tentativa e mesma fração recuperada em todas as etapas.
  • FPY independente entre etapas; defeitos que passam sem ser detectados aparecem como falhas externas (calculadora de custo da má qualidade).

Normas e documentos técnicos

  • ISO 22400-2:2014: KPIs (quality ratio, scrap ratio, rework ratio)
  • Harry, M.; Schroeder, R. Six Sigma. Currency, 2000 (rolled throughput yield)
  • ISO 9001:2015, seção 9.1.3: análise e avaliação de dados
  • ASQ. The Certified Six Sigma Black Belt Handbook, 3rd ed., 2016

Legislação e regulamentos no Brasil

  • Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), arts. 12 e 18: responsabilidade do fabricante por defeitos e vícios do produto
  • Portarias do Inmetro de avaliação da conformidade para produtos regulamentados

Perguntas frequentes

Como calcular o RTY?

Multiplique os rendimentos de primeira passagem de todas as etapas. Cinco etapas com 95% cada dão RTY de 0,95⁵ = 77,4%: quase uma em quatro peças passa por algum retrabalho ou refugo.

Qual a diferença entre FPY e rendimento final?

O rendimento final conta as peças boas no fim, inclusive as que foram retrabalhadas. O FPY conta só as que passaram de primeira. A diferença entre os dois é a fábrica oculta.

Por onde começar a melhorar?

Pela etapa que mais custa no Pareto, não necessariamente a de pior FPY: um defeito tardio custa mais, porque a peça já recebeu mais trabalho e material.