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Corrosão galvânica

Escolha os dois metais em contato, as áreas molhadas e o ambiente. Veja qual metal vira ânodo, se a diferença de potencial passa do limite usual e o que fazer para isolar a junta.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Verificação
Metais em contato

Área exposta ao eletrólito (água, condensação, névoa salina) perto da junta. Para parafusos, use a área da cabeça e da porca.

Meio
—Diferença de potencial do par
—

O que fazer

Medidas em ordem de eficácia para este par e este meio.

    Série galvânica em água do mar

    Faixa de potencial de cada metal, V em relação ao eletrodo de calomelano saturado. Os dois metais escolhidos estão destacados.

    Toque no gráfico para ver os valores.

    Diferença do par e limites usuais

    Diferença entre os potenciais médios, comparada com os limites para ambiente agressivo, normal e controlado.

    Toque no gráfico para ver os valores.

    Próximo passo

    Leve os resultados desta página para outra calculadora, com os campos já preenchidos.

    O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

    Método, hipóteses e referências

    Equações usadas

    ΔE = |E1 − E2|, com E o potencial médio de corrosão em água do mar (V vs ECS, ASTM G82); ânodo = metal de E mais negativo
    Nível de risco: ΔE ≤ 0,05 V desprezível; ΔE ÷ limite ≤ 1 baixo; ≤ 2 moderado; > 2 alto; limite = 0,15 V (agressivo), 0,25 V (normal), 0,50 V (controlado)
    Áreas: Ac ÷ Aa ≥ 10 sobe um nível; ≤ 0,1 desce um nível; em imersão, Ac ÷ Aa > 1 sobe mais um nível. Densidade de corrente no ânodo ≈ i_cátodo × Ac ÷ Aa

    Hipóteses e limites

    • Potenciais aproximados lidos da série galvânica da ASTM G82 (água do mar em fluxo de 2,4 a 4 m/s, 10 a 27 °C). Em água doce, solo ou produtos químicos a ordem pode mudar.
    • A classificação é qualitativa: a taxa real depende da condutividade do eletrólito, da polarização dos metais, do tempo de molhamento e da temperatura. Para peças críticas, faça ensaio conforme ASTM G71.
    • Sem contato elétrico ou sem eletrólito contínuo entre os metais, não há corrosão galvânica.

    Normas e documentos técnicos

    • ASTM G82: Standard Guide for Development and Use of a Galvanic Series for Predicting Galvanic Corrosion Performance
    • ASTM G71: Standard Guide for Conducting and Evaluating Galvanic Corrosion Tests in Electrolytes
    • MIL-STD-889: Dissimilar Metals (anodic index and compatible couples)
    • Revie, R. W.; Uhlig, H. H.: Corrosion and Corrosion Control, 4th ed., Wiley
    • ISO 9223: Corrosion of metals and alloys — Corrosivity of atmospheres — Classification, determination and estimation

    Legislação e regulamentos no Brasil

    • ABNT NBR 14643: corrosão atmosférica — classificação da corrosividade de atmosferas
    • ABNT NBR 8800:2008: projeto de estruturas de aço (requisitos de durabilidade e proteção contra corrosão)

    Perguntas frequentes

    Posso usar parafuso de inox em estrutura de aço carbono?

    Em geral sim, porque o cátodo (inox) é pequeno e o ânodo (aço) é grande. A diferença é de cerca de 0,58 V, então em ambiente marinho isole com arruelas e buchas e pinte o conjunto.

    E parafuso de aço carbono em chapa de inox?

    É o pior caso: o ânodo pequeno recebe toda a corrente do cátodo grande. Com relação de áreas de 50, o parafuso corrói dezenas de vezes mais rápido que sozinho.

    Alumínio e inox podem ficar em contato?

    A diferença é de cerca de 0,8 V. Em interior climatizado o risco é baixo; ao ar livre ou perto do mar, isole a junta e use selante.

    Qual a diferença de potencial aceitável?

    A prática usual é até 0,15 V em ambiente agressivo, 0,25 V em ambiente normal e 0,50 V em ambiente climatizado.