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Emissões de gases de efeito estufa: escopos 1 e 2

Informe os combustíveis queimados no ano, a reposição de gás refrigerante e a eletricidade comprada para estimar as toneladas de CO₂ equivalente de cada fonte, o total dos escopos 1 e 2 e a intensidade por unidade produzida.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Estimativa preliminar
Método
Escopo 1: combustíveis consumidos no ano
Escopo 1: gás refrigerante reposto no ano
Escopo 2: eletricidade comprada

Digite o fator oficial do ano do inventário. No Brasil, o MCTI publica os fatores médios mensais e anuais do Sistema Interligado Nacional no SIRENE; o valor de exemplo é a média de 2023 (0,0385 t CO₂/MWh).

Intensidade (opcional)
—Emissões dos escopos 1 e 2 (escopo 2 por localização)
—

Emissões por fonte

Toneladas de CO₂ equivalente por ano de cada combustível, do refrigerante e da eletricidade (por localização). O CO₂ biogênico fica fora.

Toque no gráfico para ver os valores.

Total por localização e por mercado

As duas formas de informar o escopo 2 pedidas pelo GHG Protocol, somadas ao escopo 1.

Toque no gráfico para ver os valores.

Detalhe por fonte e por gás

O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

IPCC: E = consumo · PCI; CO₂ = E · FE_CO₂; CH₄ = E · FE_CH₄; N₂O = E · FE_N₂O (fatores em kg/TJ)
EPA: CO₂ = unidades · PCS por unidade · kg CO₂/mmBtu (idem para CH₄ e N₂O em g/mmBtu)
CO₂e = CO₂ fóssil + GWP_CH₄ · CH₄ + GWP_N₂O · N₂O + Σ GWP_HFC · massa reposta; CO₂ da biomassa e da fração bio (2,482 kg/L de biodiesel, 1,507 kg/L de etanol) informado à parte
Escopo 2: por localização = MWh · fator da rede; por mercado = MWh · fator do contrato; intensidade = (escopo 1 + escopo 2 por localização) ÷ produção

Hipóteses e limites

  • IPCC 2006, vol. 2: PCI da tabela 1.2 (gás natural 48,0; diesel 43,0; gasolina 44,3; GLP 47,3; óleo combustível 40,4; carvão betuminoso 25,8; coque 32,5; lenha 15,6; carvão vegetal 29,5 MJ/kg); fatores de combustão estacionária na indústria (tab. 2.3) e, para a frota, de transporte rodoviário (tab. 3.2.1 e 3.2.2: diesel CH₄ 3,9 e N₂O 3,9 kg/TJ; gasolina com catalisador de oxidação 25 e 8,0 kg/TJ). Massas específicas adotadas: diesel 0,84, gasolina 0,74, GLP 0,51 e óleo combustível 0,98 kg/L; gás natural com PCI de 36 MJ/m³ (editável).
  • EPA Emission Factors Hub 2025 (tab. 1 e 2): gás natural 0,001026 mmBtu/scf e 53,06 kg CO₂/mmBtu; destilado nº 2 0,138 mmBtu/gal e 73,96; óleo nº 6 0,150 e 75,10; propano 0,091 e 62,87; gasolina 0,125 e 70,22; carvão betuminoso 24,93 mmBtu/t curta e 93,28; coque 30,00 e 102,41; madeira 17,48 e 93,80. Na EPA, CH₄ e N₂O de veículos dependem da distância percorrida; aqui usam-se os do IPCC. GWP de refrigerantes: componentes HFC do AR5 ou AR6 ponderados pela composição da mistura.
  • Não inclui emissões de processo (calcinação, reações químicas), efluentes, resíduos, escopo 3 nem remoções. Fração bio de biodiesel e etanol tratada por volume.

Normas e documentos técnicos

  • GHG Protocol. A Corporate Accounting and Reporting Standard, revised edition, WRI/WBCSD, 2004
  • GHG Protocol Scope 2 Guidance, WRI, 2015
  • IPCC 2006 Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, vol. 2 (Energy), chapters 1 to 3
  • IPCC AR5 WG1 (2013), table 8.A.1, and AR6 WG1 (2021), table 7.15 and 7.SM.7: global warming potentials
  • U.S. EPA. GHG Emission Factors Hub, 2025
  • ISO 14064-1:2018: Greenhouse gases — Part 1: Specification with guidance at the organization level for quantification and reporting

Legislação e regulamentos no Brasil

  • Lei nº 15.042/2024: Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE)
  • Lei nº 12.187/2009: Política Nacional sobre Mudança do Clima
  • ABNT NBR ISO 14064-1: Gases de efeito estufa — Especificação e orientação a organizações para quantificação e elaboração de relatórios
  • Programa Brasileiro GHG Protocol (FGVces): especificações e ferramenta de cálculo

Perguntas frequentes

O que são emissões de escopo 1 e escopo 2?

Pelo GHG Protocol, escopo 1 são as emissões diretas da empresa: queima de combustíveis em caldeiras, fornos, geradores e veículos próprios e vazamentos de gás refrigerante. Escopo 2 são as emissões da geração da eletricidade comprada. Esta calculadora soma os dois em toneladas de CO₂ equivalente (CO₂e) por ano.

De onde tiro os dados de consumo?

Das notas fiscais e faturas do ano: metros cúbicos de gás natural, litros de diesel e gasolina, quilos de GLP, toneladas de lenha. A eletricidade vem das contas de energia, em MWh. A reposição de gás refrigerante está nas ordens de manutenção do ar-condicionado e da refrigeração; o que foi reposto é o que vazou.

Como ler o resultado do exemplo?

O exemplo soma 524 t CO₂e por ano: 432 t de escopo 1 e 92,4 t de escopo 2. A maior fonte é o gás natural, com 243 t; o diesel da frota vem em seguida, com 93 t. Para 12 mil toneladas de produto, a intensidade é de 43,7 kg CO₂e por tonelada.

Por que a lenha quase não aparece no total?

Porque o CO₂ da queima de biomassa é biogênico: o carbono foi retirado do ar pela árvore. O GHG Protocol manda informá-lo à parte, fora dos escopos; no exemplo são 723 t de CO₂ biogênico, somando lenha, biodiesel e etanol. O metano e o óxido nitroso dessa queima entram no escopo 1 (12 t CO₂e da lenha no exemplo).

Qual fator de emissão da rede elétrica usar?

O fator médio anual do Sistema Interligado Nacional publicado pelo MCTI, do mesmo ano do inventário; o exemplo usa 0,0385 t CO₂/MWh, média de 2023. Esse é o escopo 2 por localização. Se a empresa compra energia com certificados de origem renovável (I-REC), o escopo 2 por mercado usa o fator do contrato, que pode chegar a zero.

Esta conta serve como inventário oficial?

Não. É uma estimativa com fatores padrão do IPCC ou da EPA, útil para saber a ordem de grandeza e onde agir. Um inventário publicado segue o Programa Brasileiro GHG Protocol ou a ABNT NBR ISO 14064-1, com fatores nacionais, evidências e, de preferência, verificação por terceira parte. Não inclui emissões de processo, efluentes, resíduos nem o escopo 3.