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Preparo e padronização de soluções

Informe a concentração e o volume desejados para saber quanto pesar do sal ou quanto medir do reagente concentrado. Depois, lance a padronização com padrão primário para obter a concentração real e o fator de correção.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Verificação
Solução desejada
Reagente concentrado
Padronização com padrão primário
Diluição em série (opcional)

Volumes de vidraria em mL, como em todo laboratório. Use a etapa zero para não fazer diluição em série.

—Quantidade a medir
—

Padronização e fator de correção

Concentração real pela massa do padrão primário e pelo volume gasto.

Diluição em série

Concentração em cada balão da série, em escala logarítmica, a partir da concentração real.

Toque no gráfico para ver os valores.

Próximo passo

Leve os resultados desta página para outra calculadora, com os campos já preenchidos.

O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Sólido: m = C · V · (M + n · 18,015) ÷ (pureza/100) (C em mol/L, V em L, n = moléculas de água de cristalização)
Líquido concentrado: C_frasco = 10 · ρ · w ÷ M; V_conc = C · V ÷ C_frasco (ρ em g/mL, w em % m/m)
Padronização: C_real = (m_padrão · pureza ÷ M_padrão) · r ÷ (V_gasto − V_branco); f = C_real ÷ C_nominal (r = mol de titulante por mol de padrão)
Diluição em série: Cᵢ = C₀ ÷ Fⁱ; alíquota = V_balão ÷ F

Hipóteses e limites

  • Densidades e teores típicos dos reagentes comerciais a 20 °C (CRC Handbook); use os do certificado do lote quando houver. Volumes de solução diluída são aditivos no balão porque se completa até a marca.
  • Equivalentes por mol para a normalidade: ácidos e bases pelo número de H⁺ ou OH⁻ trocados; oxidantes pelo número de elétrons (KMnO₄ em meio ácido = 5, K₂Cr₂O₇ = 6).
  • A padronização considera uma titulação; em rotina, faça triplicata e use a média. O critério de 0,95 a 1,05 para o fator é prático, não normativo.

Normas e documentos técnicos

  • Mendham, J. et al. Vogel’s Textbook of Quantitative Chemical Analysis, 6th ed., Prentice Hall, 2000
  • Harris, D. C. Quantitative Chemical Analysis, 9th ed., W. H. Freeman, 2015
  • Haynes, W. M. (ed.) CRC Handbook of Chemistry and Physics: concentrative properties of aqueous solutions
  • NIST SRM 84L: Potassium Hydrogen Phthalate (acidimetric standard)
  • ISO 1042: Laboratory glassware — One-mark volumetric flasks; ISO 648: One-mark pipettes
  • ISO 6353-2 and ISO 6353-3: Reagents for chemical analysis — Specifications

Legislação e regulamentos no Brasil

  • NR-6: equipamento de proteção individual (óculos, luvas, jaleco)
  • NR-26: sinalização de segurança e rotulagem de produtos químicos (GHS)
  • ABNT NBR 14725: produtos químicos — informações de segurança, saúde e meio ambiente (FDS)
  • Lei nº 10.357/2001: controle pela Polícia Federal de produtos químicos como ácido clorídrico, ácido sulfúrico e permanganato de potássio

Perguntas frequentes

Como preparar 1 L de HCl 0,1 mol/L a partir do ácido 37%?

O ácido 37% com densidade 1,184 g/mL tem cerca de 12,0 mol/L. Basta medir 0,1 × 1000 ÷ 12,0 = 8,32 mL, adicionar sobre uns 500 mL de água no balão de 1 L e completar até a marca depois de esfriar. Como o teor do frasco varia, a solução é padronizada em seguida.

Por que preciso padronizar a solução se pesei e medi certo?

Porque o teor real dos reagentes varia: o HCl perde gás, o NaOH absorve água e CO₂ do ar e os rótulos dão faixas. A padronização com um padrão primário mede a concentração real. No exemplo, 0,1300 g de carbonato de sódio consumiram 24,35 mL líquidos, o que dá 0,1007 mol/L e fator 1,0069.

Como entra a água de cristalização no cálculo?

A massa a pesar usa a massa molar do sal com a água do cristal. Para tiossulfato de sódio penta-hidratado, M = 158,11 + 5 × 18,015 = 248,18 g/mol; 1 L a 0,1 mol/L pede 24,82 g do penta-hidratado, contra 15,81 g se fosse anidro.

Qual padrão primário uso para cada solução?

Biftalato de potássio para NaOH e KOH; carbonato de sódio seco para HCl e H₂SO₄; oxalato de sódio para KMnO₄; iodato de potássio ou dicromato de potássio para tiossulfato; cloreto de sódio para AgNO₃; carbonato de cálcio para EDTA. Seque o padrão em estufa conforme o método e guarde em dessecador.

Quanto padrão devo pesar?

O suficiente para gastar a maior parte da bureta, sem passar de 90%, porque o erro de leitura pesa menos em volumes maiores. Para HCl 0,1 mol/L e bureta de 25 mL, uns 0,106 g de carbonato de sódio dão cerca de 20 mL; o campo de massa sugerida faz essa conta para o padrão escolhido.

Que cuidados de segurança são indispensáveis?

Sempre o ácido sobre a água, devagar e com agitação, nunca o contrário, principalmente com ácido sulfúrico. Trabalhe na capela com HCl, HNO₃ e amônia, use óculos de ampla visão, luvas e jaleco, e tenha lava-olhos por perto. Rotule o frasco com nome, concentração, fator, data e responsável.

O que é diluição em série e quando usar?

É diluir várias vezes pelo mesmo fator, sempre a partir do balão anterior. Com fator 10 e três etapas, a solução de 0,1007 mol/L vira 0,0001007 mol/L tomando 10 mL por balão de 100 mL. É o jeito de preparar padrões de calibração muito diluídos com volumes fáceis de medir.