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Vida de prateleira por estabilidade acelerada

Cole os resultados do estudo em duas ou mais temperaturas. A calculadora ajusta a velocidade de degradação, leva-a para a temperatura de armazenagem por Arrhenius ou Q10 e estima em quanto tempo o produto chega ao limite de especificação.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Estimativa preliminar
Dados do estudo acelerado
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Modelo
Armazenagem e especificação

Zonas da ICH Q1A(R2): longa duração a 25 °C/60% UR (zonas I e II) ou 30 °C/65% a 75% UR (zonas III e IV, que inclui o Brasil); acelerado a 40 °C/75% UR.

—Vida de prateleira estimada
—

Degradação em cada temperatura

Pontos medidos, curvas ajustadas pela ordem escolhida e limite de especificação.

Toque no gráfico para ver os valores.

Gráfico de Arrhenius

ln k contra 1000/T, com a reta estendida até a temperatura de armazenagem e o limite conservador.

Toque no gráfico para ver os valores.

Constante de degradação por temperatura

Ajuste de cada temperatura e tempo até o limite nela.

O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Ordem zero: C = C₀ − k t; t_lim = (C₀ − C_lim) ÷ k. Primeira ordem: ln C = ln C₀ − k t; t_lim = ln(C₀ ÷ C_lim) ÷ k
Arrhenius: ln k = ln A − Ea ÷ (R T); regressão de ln k contra 1/T; R = 8,314 J/(mol·K), T em K
Q10: k(T) = k(T_ref) · Q10^((T − T_ref)/10); Q10 equivalente = exp(Ea/R · (1/T − 1/(T + 10)))
Limite conservador: ln k_s + t(0,95) · s_pred, com s_pred o maior entre a dispersão da reta de Arrhenius e a propagação dos erros de cada k

Hipóteses e limites

  • Mesmo mecanismo de degradação em todas as temperaturas, sem mudança de fase, perda de água ou efeito da embalagem; umidade relativa constante ou sem efeito.
  • Constantes por regressão linear em cada temperatura; a reta de Arrhenius não é ponderada. O Q10 parte da menor temperatura do ensaio.
  • Não substitui o estudo de estabilidade de longa duração exigido para registro, nem a avaliação estatística da ICH Q1E (análise de lotes e poolability) com dados reais.

Normas e documentos técnicos

  • ICH Q1A(R2): Stability Testing of New Drug Substances and Products, 2003
  • ICH Q1E: Evaluation for Stability Data, 2003
  • WHO Technical Report Series 1010, Annex 10: Stability testing of active pharmaceutical ingredients and finished pharmaceutical products, 2018
  • Carstensen, J. T.; Rhodes, C. T. Drug Stability: Principles and Practices, 3rd ed., Marcel Dekker, 2000
  • Waterman, K. C.; Adami, R. C. Accelerated aging: prediction of chemical stability of pharmaceuticals. Int. J. Pharm. 293 (2005) 101–125
  • Labuza, T. P. Shelf-life dating of foods, Food & Nutrition Press, 1982

Legislação e regulamentos no Brasil

  • ANVISA RDC nº 318/2019: estudos de estabilidade de insumos farmacêuticos ativos e medicamentos
  • ANVISA RDC nº 727/2022: rotulagem de alimentos embalados (prazo de validade)
  • ANVISA: Guia de Estabilidade de Produtos Cosméticos (2004)

Perguntas frequentes

O que esta calculadora estima?

Quanto tempo um produto leva para chegar ao limite de especificação guardado numa temperatura, a partir de um estudo acelerado em temperaturas mais altas. Serve para escolher formulações, planejar o estudo de longa duração e dar um prazo provisório, não para registrar o produto. No exemplo, com dados a 40, 50 e 60 °C, o teor leva cerca de 30 meses para cair de 100% a 90% a 25 °C, ou 27 meses pela estimativa conservadora.

Como montar os dados do estudo?

Uma linha por análise: temperatura, tempo e resultado. Use pelo menos três temperaturas, por exemplo 40, 50 e 60 °C, com o tempo zero e mais três ou quatro tempos em cada uma, até uma perda de 10% a 20% na mais quente. Analise todas as amostras pelo mesmo método validado e indique se o resultado cai (teor) ou sobe (impureza).

Qual a diferença entre ordem zero e primeira ordem?

Na ordem zero o produto perde a mesma quantidade por mês; na primeira, a mesma fração do que resta. Até perdas de 10% a 15% as duas dão prazos parecidos; a calculadora compara o R² das duas e avisa se a outra ajusta melhor. A primeira ordem é a mais comum em soluções.

O que significa a energia de ativação?

Diz quanto o calor acelera a degradação. No exemplo, Ea de cerca de 85 kJ/mol dá Q10 de 3,0 perto de 25 °C: a cada 10 °C a mais, o produto degrada três vezes mais rápido. Por isso o prazo a 30 °C, condição da zona climática IV que inclui o Brasil, é bem menor que a 25 °C.

Por que existe um prazo conservador?

Porque a estimativa vem de uma extrapolação com pontos que têm erro. O prazo conservador usa o limite superior de 95% da velocidade de degradação, como a ICH Q1E faz com a reta de regressão. Para rotular, use esse valor, arredondado para baixo, e confirme com o estudo em tempo real.

Quando o método de Arrhenius falha?

Quando o mecanismo muda com a temperatura: fusão, perda de água de hidratação, desnaturação de proteína, crescimento microbiano ou reação com a embalagem. Também quando a umidade, e não a temperatura, comanda a degradação. Se a reta de Arrhenius não for reta, com R² baixo, a extrapolação não vale.

Este resultado serve para registro na ANVISA?

Não. A RDC 318/2019 exige estudo de longa duração na condição de armazenagem, com lotes e tempos definidos, e a avaliação estatística da ICH Q1E. O cálculo acelerado ajuda a planejar e a justificar um prazo provisório; quem define o prazo de registro é o estudo em tempo real.