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Custo por peça usinada e orçamento

Informe o bruto, as operações com tempo e custo-hora e o tamanho do lote para chegar ao custo de cada peça boa, ao preço de venda com impostos e margem e ao valor do lote.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Estimativa preliminar
Material e bruto
Operações
Ver o que foi lido

Até 8 operações. Separe por ponto e vírgula ou cole direto do Excel. A coluna da máquina é opcional; setup em branco conta como zero.

Lote e outros custos
Formação do preço
—Preço de venda por peça
—

Pareto do custo por peça

Cada parcela do custo direto de uma peça boa, da maior para a menor; o refugo aparece separado.

Toque no gráfico para ver os valores.

Custo e preço por peça conforme o tamanho do lote

O setup é dividido pelas peças do lote: lotes pequenos ficam caros. A linha tracejada é o lote atual.

Toque no gráfico para ver os valores.

Custo das operações por peça

Próximo passo

Leve os resultados desta página para outra calculadora, com os campos já preenchidos.

O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Massa do bruto: barra redonda m = π/4 · D² · (L + s) · ρ; sextavada m = (√3/2) · e² · (L + s) · ρ; bloco m = (C + s) · (B + s) · E · ρ
Material líquido = m_bruto · preço − (m_bruto − m_acabada) · preço do cavaco
Usinagem = Σ tempo de ciclo/60 · custo-hora; setup por peça = Σ setup · custo-hora ÷ lote
Custo por peça boa = (material + usinagem + ferramental) ÷ (1 − refugo) + setup por peça + terceiros
Preço = custo ÷ [1 − (impostos + despesas + margem)]; markup multiplicador = 1 ÷ [1 − (impostos + despesas + margem)]

Hipóteses e limites

  • O custo-hora de cada máquina já inclui operador, energia, manutenção, depreciação e rateios de fábrica. Despesas administrativas e comerciais entram como porcentagem do preço.
  • As peças refugadas consomem material, usinagem e ferramental completos; serviços de terceiros incidem só nas peças boas. O setup é pago uma vez por lote.
  • Não inclui frete, embalagem especial, custo financeiro do prazo de pagamento nem a perda do resto de barra no fim do lote. Impostos variam com o regime tributário: confirme com o contador.

Normas e documentos técnicos

  • Ostwald, P. F.; McLaren, T. S. Cost Analysis and Estimating for Engineering and Management, Pearson Prentice Hall, 2004
  • Boothroyd, G.; Dewhurst, P.; Knight, W. Product Design for Manufacture and Assembly, 3rd ed., CRC Press, 2011 (machining cost estimating)
  • Oberg, E. et al. Machinery’s Handbook, 31st ed., Industrial Press, 2020 (machining econometrics)
  • Martins, E. Contabilidade de Custos, 11ª ed., Atlas, 2018 (formação de preço e markup)

Legislação e regulamentos no Brasil

  • Lei Complementar nº 123/2006: Simples Nacional (alíquotas sobre a receita usadas no campo de impostos)
  • Lei nº 12.305/2010: Política Nacional de Resíduos Sólidos (destinação de cavaco e fluido de corte)

Perguntas frequentes

O que esta calculadora resolve?

Ela monta o orçamento de uma peça usinada como se faz numa tornearia: material do bruto, tempo de cada máquina, setup dividido pelo lote, ferramental, serviços de terceiros, refugo e, por fim, impostos, despesas e margem. O resultado é o custo de cada peça boa, o preço de venda, o valor do lote e o preço por kg de peça. Use para responder cotações e para conferir se o preço praticado cobre os custos.

De onde tiro o custo-hora de cada máquina?

O custo-hora soma depreciação e juros da máquina, energia, manutenção, área ocupada, operador com encargos e rateio das despesas da fábrica, dividido pelas horas produtivas por ano. Calcule na calculadora de custo-hora de máquina (botão no fim da página) e traga o valor para a lista. Valores muito diferentes entre tornos e centros de usinagem são normais.

Como ler o resultado do exemplo?

No exemplo, uma peça de aço feita de barra de 50 mm com 125 mm de corte pesa 1,93 kg no bruto e 1,2 kg acabada. O material líquido custa R$ 16,76, as cinco operações somam 10,8 min e R$ 21,88, o setup de R$ 403 por lote dá R$ 2,02 por peça e o refugo de 3% custa R$ 1,27. O custo direto fica em R$ 47,43 e o preço, em R$ 75,28; o lote de 200 peças sai por R$ 15.057, ou R$ 62,74 por kg de peça acabada.

Por que o preço é calculado por dentro?

Porque impostos, despesas e margem são porcentagens do preço de venda, não do custo. Com 12% de impostos, 10% de despesas e 15% de margem, sobram 63% do preço para cobrir o custo: preço = R$ 47,43 ÷ 0,63 = R$ 75,28, o que equivale a um markup multiplicador de 1,587. Aplicar os 37% sobre o custo daria R$ 64,98 e a margem real seria bem menor que 15%.

Quanto o tamanho do lote muda o preço?

O setup é pago uma vez por lote, então pesa mais em lotes pequenos. No exemplo, o custo direto é R$ 47,43 com 200 peças, sobe para R$ 53,47 com 50 peças e cai para R$ 45,92 com 800. O segundo gráfico mostra essa curva: para pedidos pequenos, cobre um valor mínimo por lote ou junte pedidos.

O que a calculadora não considera?

Não entram frete, embalagem especial, custo financeiro do prazo de pagamento, a ponta de barra que sobra no fim do lote, retrabalho, controle dimensional especial nem certificados de material. Os impostos dependem do regime tributário da empresa (Simples Nacional, lucro presumido ou real) e do produto: confirme as alíquotas com o contador.

Quanto cobrar por hora de usinagem?

Não existe um valor único: depende da máquina, da região e do custo da empresa. O caminho seguro é calcular o custo-hora de cada máquina e aplicar o divisor de impostos, despesas e margem; no exemplo, um torno CNC a R$ 140 por hora de custo vira cerca de R$ 222 por hora no preço (R$ 140 ÷ 0,63). Compare depois o preço por kg de peça com orçamentos anteriores de peças parecidas.