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Minutagem de costura e capacidade da linha

Cole as operações da peça e descubra quantas peças a linha faz por dia, quantas costureiras cada operação precisa para a demanda, onde está o gargalo e quanto custa o minuto.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Pré-dimensionamento
Operações da peça
Ver o que foi lido

Os tempos devem ser tempos-padrão (já com tolerâncias), por peça. Uma operação feita duas vezes na peça (ex.: duas mangas) entra com o tempo das duas.

Linha e demanda
Custo da mão de obra
—Peças por dia com a linha balanceada
—

Carga de cada posto × takt

Tempo real por peça em cada operação (tempo-padrão ÷ operadores ÷ eficiência), com os operadores distribuídos. A linha tracejada é o takt da demanda.

Toque no gráfico para ver os valores.

Operadores e minutos por tipo de máquina

Operadores alocados em cada tipo de máquina e minutos-padrão da peça nessa máquina.

Toque no gráfico para ver os valores.

Balanceamento da linha

Operadores necessários para a demanda e operadores distribuídos com o quadro disponível, em passos de 0,5.

Próximo passo

Leve os resultados desta página para outra calculadora, com os campos já preenchidos.

O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

SAM = Σ tempos-padrão; takt = turnos × minutos por turno ÷ demanda diária
Operadores para a demanda na operação i = t_i ÷ (eficiência × takt), arredondado para cima em passos de 0,5
Distribuição do quadro: começa com 0,5 por operação e soma 0,5 ao posto com maior t_i ÷ n_i até acabar o quadro; gargalo = máx(t_i ÷ n_i)
Peças por dia = turnos × minutos × eficiência ÷ gargalo; eficiência de balanceamento = SAM ÷ (operadores × gargalo); capacidade pelos minutos = operadores × turnos × minutos × eficiência ÷ SAM
Custo do minuto pago = folha mensal ÷ (operadores × minutos por dia × dias); produtivo = pago ÷ eficiência; mão de obra por peça = folha diária ÷ peças por dia

Hipóteses e limites

  • Todos os operadores trabalham com a mesma eficiência média e a linha é alimentada sem falta de material. O tempo de troca de modelo deve estar descontado dos minutos por turno ou da eficiência.
  • A distribuição em passos de 0,5 é uma heurística que minimiza o gargalo; ela é um bom arranjo, não necessariamente o ótimo, e não considera precedência entre operações nem a habilidade de cada pessoa.
  • O número de máquinas por tipo é aproximado: operadores que dividem o turno entre máquinas diferentes precisam de mais de uma máquina.

Normas e documentos técnicos

  • ILO. Introduction to Work Study, 4th ed., International Labour Office, 1992
  • Glock, R. E.; Kunz, G. I. Apparel Manufacturing: Sewn Product Analysis, 4th ed., Pearson, 2005 (line balancing)
  • Solinger, J. Apparel Manufacturing Handbook: Analysis, Principles and Practice, 2nd ed., Bobbin Blenheim, 1988
  • Rother, M.; Shook, J. Learning to See, Lean Enterprise Institute, 1999 (takt time)

Legislação e regulamentos no Brasil

  • NR-17: Ergonomia (organização do trabalho e postos de costura)
  • NR-12: Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos
  • Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei nº 5.452/1943): jornada e horas extras

Perguntas frequentes

O que esta calculadora resolve?

Ela soma os tempos das operações de costura de uma peça (o SAM), calcula quantas peças a linha faz por dia e por hora, quantas costureiras cada operação precisa para a demanda e onde está o gargalo. Use ao programar um modelo novo, montar a linha ou responder se dá para aceitar um pedido no prazo.

De onde tiro o tempo de cada operação?

Da cronoanálise (cronometrar a operação várias vezes, aplicar o fator de ritmo e as tolerâncias) ou de sistemas de tempos predeterminados como o GSD. A calculadora de cronoanálise ajuda a obter o tempo-padrão a partir das tomadas de tempo. Sem dados próprios, use tempos de um modelo parecido e corrija depois da primeira produção.

Como ler o resultado do exemplo?

A camiseta tem 9 operações e SAM de 4,50 min. Com demanda de 900 peças em 528 minutos, o takt é 0,587 min. Os 13 operadores a 75% de eficiência, bem distribuídos, entregam 990 peças por dia (112,5 por hora); os gargalos são pespontar gola, fechar laterais e arrematar, com 0,40 min-padrão por operador.

O que é eficiência de balanceamento?

É o SAM dividido por operadores × tempo do gargalo. No exemplo, 4,50 ÷ (13 × 0,40) = 86,5%: 13,5% do tempo pago vira espera, porque as operações não se dividem certinho entre as pessoas. Linhas bem balanceadas passam de 85%; abaixo de 75%, vale juntar operações curtas ou dividir as longas.

Qual a diferença entre capacidade pelos minutos e peças com balanceamento?

A capacidade pelos minutos supõe que todo o tempo das costureiras vira produção: no exemplo, 13 × 528 × 75% ÷ 4,5 = 1.144 peças. A produção real é limitada pelo posto mais lento e fica em 990 peças. Planejar pelo primeiro número é um erro comum que gera atraso.

Quanto custa o minuto de costura?

No exemplo, a folha de R$ 45.500 por mês dividida pelos minutos pagos (13 × 528 × 21) dá R$ 0,316 por minuto pago, ou R$ 0,421 por minuto produtivo a 75% de eficiência. Com o desbalanceamento, a mão de obra sai a R$ 2,19 por peça, contra R$ 1,89 do SAM × minuto produtivo. Leve esses valores para a calculadora de custo da peça.

Quais os limites do cálculo?

A distribuição em meios operadores é uma heurística: dá um bom arranjo, não necessariamente o ótimo, e não respeita a ordem das operações nem a habilidade de cada pessoa. A eficiência é a mesma para todos, e faltas, trocas de modelo e falta de corte reduzem a produção real. Use o resultado como ponto de partida e ajuste no chão de fábrica.