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Rendimento de madeira serrada

Veja quanto da tora vira serrado, quanto vira costaneira, refilo e serragem, quanto custa a matéria-prima por m³ de serrado e quanto vale cada ponto de rendimento na margem da serraria.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Estimativa preliminar
Toras processadas no mês
Madeira serrada produzida no mês
Ver o que foi lido

A lista usa sempre mm e m, mesmo no modo imperial.

Serra e resíduos
Preços e custos
Meta
Análise econômica
—Rendimento em serrado
—

Para onde vai a tora

Volume das toras no mês dividido em serrado, costaneira e refilo, serragem e casca.

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Margem mensal conforme o rendimento

Receita de serrado e resíduos menos tora e custo de serrar, para rendimentos de 30% a 65%.

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Produção por peça

Próximo passo

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Retorno do projeto

Fluxo de caixa da melhoria: investimento no ano 0 e economia anual corrigida pelo aumento informado, descontada pela TMA.

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O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Rendimento = V_serrado ÷ V_toras sem casca; V_serrado = Σ espessura × largura × comprimento × quantidade
Nº de toras = V_toras ÷ (π · D² ÷ 4 · L); serragem = nº de toras × cortes × kerf × (π ÷ 4 · D) × L
Costaneira e refilo = V_toras sem casca − V_serrado − serragem; massa = volume × massa específica verde
Margem = preço do serrado × V_serrado + valor dos resíduos − custo das toras − custo de serrar × V_toras
Ganho anual na meta = (meta × V_toras − V_serrado) × (preço do serrado − valor do resíduo por m³) × meses

Hipóteses e limites

  • A serragem é estimada com cortes que atravessam a tora inteira e face média de corte igual a π/4 do diâmetro; o restante do volume é tratado como costaneira, refilo e destopo. Retração na secagem e sobremetal não são separados.
  • O custo de serrar por m³ de tora reúne pessoal, energia, serras e manutenção; impostos, frete e secagem ficam de fora. Os resíduos são valorizados pela massa verde; a casca não é valorizada.
  • A economia anual supõe que todo o serrado a mais na meta é vendido ao mesmo preço e que o volume de toras não muda.

Normas e documentos técnicos

  • Vital, B. R. Planejamento e operação de serrarias. Viçosa: Editora UFV, 2008
  • Steele, P. H. Factors determining lumber recovery in sawmilling. USDA Forest Products Laboratory, General Technical Report FPL-39, 1984
  • Williston, E. M. Lumber Manufacturing: The Design and Operation of Sawmills and Planer Mills. Miller Freeman, 1988
  • USDA Forest Service. National Forest Log Scaling Handbook, FSH 2409.11

Legislação e regulamentos no Brasil

  • NR-12: Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos (serras de fita e circulares)
  • Resolução CONAMA nº 411/2009: controle de produtos florestais e coeficiente de rendimento volumétrico da transformação de toras em serrado

Perguntas frequentes

O que é rendimento em madeira serrada?

É a parte do volume das toras que vira madeira serrada: volume de serrado dividido pelo volume das toras sem casca. No exemplo, 300 m³ de toras deram 136 m³ de serrado, rendimento de 45,4%. O resto sai como costaneira, refilo, destopo e serragem.

Qual é um rendimento normal de serraria?

Para eucalipto e pinus em serras de fita, o usual fica entre 40% e 55%; toras finas, tortas ou rachadas, serras circulares grossas e muitas peças finas puxam para baixo. Compare sempre com o histórico da sua serraria e com toras do mesmo diâmetro.

Como a serragem é estimada?

Pelo número de toras (volume ÷ volume da tora média), pelo número de cortes por tora e pela espessura do corte: cada corte gera uma lâmina com a largura do kerf e altura média de 0,79 vez o diâmetro. No exemplo, com kerf de 4 mm e 8 cortes, a serragem é de cerca de 32 m³ no mês.

De onde tiro os dados?

O volume das toras vem do romaneio de compra ou da cubagem do pátio (use a calculadora de cubagem de toras); a produção vem do romaneio de serrado; o kerf, da medição do corte na peça; os preços, das notas de venda de serrado e resíduos.

Como ler o resultado do exemplo?

Com tora a R$ 250 por m³, cada m³ de serrado carrega R$ 551 de tora. A receita do mês é de cerca de R$ 159 mil, com R$ 9,2 mil vindos de costaneiras, refilos e serragem, e a margem depois da tora e do custo de serrar fica perto de R$ 48 mil. Cada ponto de rendimento vale cerca de R$ 3,1 mil por mês, e chegar à meta de 50% vale cerca de R$ 174 mil por ano.

Quais os limites do cálculo?

A serragem é uma estimativa geométrica; o restante é tratado como costaneira e refilo, sem separar retração na secagem, sobremetal e destopo. Impostos, frete, secagem e custo financeiro ficam de fora. Para decidir investimentos, confirme o rendimento com um estudo de desdobro de toras marcadas.

Como aumentar o rendimento?

Classifique as toras por diâmetro antes do desdobro, use diagramas de corte por classe, mantenha a serra afiada e alinhada, reduza o kerf e o sobremetal e aproveite costaneiras para peças curtas. Use a meta e o investimento para ver em quanto tempo a melhoria se paga.