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Rendimento de matéria-prima e custo das perdas

Feche o balanço de massa do mês: quanto da matéria-prima virou produto bom, para onde foi o resto, quanto isso custa já descontada a venda de sucata e quanto se ganha ao atingir a meta.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Estimativa preliminar
Matéria-prima do período

Consumo = estoque inicial + entradas − estoque final, no mesmo período do produto bom (ex.: um mês).

Produto bom
Perdas pesadas
Ver o que foi lido

Massas em kg e valores por kg, independentemente do botão de unidades. A perda não identificada é calculada sozinha (fechamento do balanço): não a inclua na lista.

Meta e período
Análise econômica
—Rendimento de matéria-prima
—

Pareto do custo das perdas

Custo líquido de cada perda no período (matéria-prima perdida − valor de venda + custo extra), do maior para o menor, com o percentual acumulado.

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Balanço de massa

Para onde foi a matéria-prima consumida no período: produto bom, cada perda pesada e a perda não identificada.

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Próximo passo

Leve os resultados desta página para outra calculadora, com os campos já preenchidos.

Retorno do projeto

Fluxo de caixa da melhoria: investimento no ano 0 e economia anual corrigida pelo aumento informado, descontada pela TMA.

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O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Rendimento = produto bom ÷ matéria-prima consumida; produto bom = peças boas × massa unitária (ou massa informada)
Perda não identificada = matéria-prima − produto bom − Σ perdas pesadas
Custo líquido de cada perda = massa × (preço da matéria-prima − valor de venda + custo extra); custo líquido por kg bom = (matéria-prima × preço − venda + extras) ÷ produto bom
Economia na meta = [matéria-prima − produto bom ÷ meta] × custo líquido médio por kg perdido × períodos por ano

Hipóteses e limites

  • A produção de peças boas fica igual; atingir a meta reduz a compra de matéria-prima e as perdas na mesma proporção, mantendo a mistura das categorias (mesmo valor médio de venda e custo extra por kg perdido).
  • Retrabalho que recupera a peça não é perda de massa: o custo dele entra no custo da má qualidade. Mão de obra e energia gastas nas peças refugadas também não estão aqui.
  • Matéria-prima e produto bom precisam ser do mesmo período e na mesma base (seca ou úmida); inventários mal feitos aparecem como perda não identificada.

Normas e documentos técnicos

  • Juran, J. M.; De Feo, J. A. Juran’s Quality Handbook, 7th ed., McGraw-Hill, 2016 (cost of poor quality)
  • ISO 14051:2011 Environmental management — Material flow cost accounting — General framework
  • Himmelblau, D. M.; Riggs, J. B. Basic Principles and Calculations in Chemical Engineering, 8th ed., Prentice Hall, 2012 (mass balances)
  • Schaltegger, S.; Zvezdov, D. Expanding material flow cost accounting, Journal of Cleaner Production 108, 2015

Legislação e regulamentos no Brasil

  • Lei nº 12.305/2010: Política Nacional de Resíduos Sólidos (destinação de aparas, refugo e sucata)
  • CPC 16 (R1) Estoques: perdas anormais de material reconhecidas como despesa

Perguntas frequentes

O que esta calculadora resolve?

Ela fecha o balanço de massa de um período: quanto da matéria-prima virou produto bom, quanto foi para cada perda e quanto sobrou sem explicação. Depois calcula o custo das perdas já descontada a venda de sucata e quanto a fábrica economiza por ano se atingir a meta de rendimento. Use no fechamento mensal ou para justificar um projeto de redução de perdas.

Como ler o resultado do exemplo?

A estamparia consumiu 20.000 kg de aço e entregou 52.000 peças de 0,320 kg, ou 16.640 kg: rendimento de 83,2%. As perdas somam 3.360 kg (R$ 24.192 ao preço de R$ 7,20/kg); a sucata vendida a R$ 1,10/kg devolve R$ 3.410, e a perda líquida fica em R$ 20.782 por mês, cerca de R$ 249 mil por ano.

O que é a perda não identificada?

É a diferença que sobra depois de descontar o produto bom e todas as perdas pesadas da matéria-prima consumida. No exemplo, são 220 kg (1,1%). Até 1% a 2% é normal (arredondamentos de pesagem e inventário); acima disso, investigue balança, inventário, apontamentos e desvios antes de atacar as outras perdas.

Como a economia na meta é calculada?

Com a mesma produção de peças boas, subir o rendimento reduz a matéria-prima comprada: no exemplo, de 20.000 kg para 16.640 ÷ 0,86 = 19.349 kg, ou 651 kg a menos por mês. Cada kg perdido custa, em média, R$ 7,20 menos R$ 1,01 de sucata, ou R$ 6,19. A economia é de cerca de R$ 4.028 por mês, R$ 48 mil por ano; o fluxo de caixa usa esse valor contra o investimento informado.

De onde tiro os dados?

A matéria-prima consumida é estoque inicial + entradas − estoque final do período. O produto bom vem do apontamento de produção ou da expedição; as perdas, das pesagens de caçambas de sucata, refugo e amostras. Os preços de venda da sucata estão nas notas de venda; o custo extra inclui transporte e destinação de resíduos.

Por que não basta vender bem a sucata?

Porque a sucata vale uma fração do que a matéria-prima custou. No exemplo, o aço custa R$ 7,20/kg e a sucata é vendida a R$ 1,10/kg: cada kg perdido devolve só 15% do valor. O ganho real está em perder menos (melhor aninhamento no recorte, menos pontas de bobina e refugo), não em vender melhor.

Quais os limites do cálculo?

Ele olha só a matéria-prima: mão de obra, energia e máquina gastas nas peças refugadas ficam de fora (use a calculadora de custo da má qualidade). Supõe que a mistura das perdas se mantém quando o rendimento sobe. Matéria-prima e produto precisam estar na mesma base e no mesmo período, senão o balanço não fecha.