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Escalonamento de fórmula, envase e custo do lote

Cole a fórmula do Excel, diga quantas embalagens (ou kg, ou litros) quer encher e receba a ficha de pesagem com as massas arredondadas à sua balança, o volume do lote e o custo por kg, por litro e por embalagem. A ficha sem custos sai pronta para o chão de fábrica.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Verificação
Meta do lote
Embalagem

Para não faltar produto, use no conteúdo o enchimento médio real (nominal + sobre-enchimento); a calculadora de envase ajuda a definir esse valor.

Densidade e balança
Matérias-primas
Ver o que foi lido

Até 25 linhas. Fase e ativo são opcionais; densidade em branco vale 1,00 kg/L. O custo é por kg da matéria-prima. Escreva qsp na quantidade do insumo que completa a fórmula (só no modo %).

A calculadora não verifica exigências da Anvisa para saneantes e cosméticos (registro, rotulagem, limites de ingredientes). Confira com o responsável técnico.

—Custo por embalagem (produto + embalagem)
—

Ficha de pesagem e custo do lote

Massas arredondadas à resolução da balança, na ordem das fases.

Pareto do custo das matérias-primas

Custo de cada insumo no lote, do maior para o menor, com o acumulado em %.

Toque no gráfico para ver os valores.

Próximo passo

Leve os resultados desta página para outra calculadora, com os campos já preenchidos.

O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Fração de cada insumo: wᵢ = qᵢ ÷ Σq (normalização); q.s.p. = 100% − Σ(demais)
Densidade da mistura ideal: 1/ρ = Σ wᵢ/ρᵢ (ou a densidade medida, se informada)
Massa útil: M_u = N · conteúdo · ρ (ou meta em kg ou L); massa a pesar: M = M_u ÷ [(1 − perda processo)(1 − perda envase)]
Pesagem: mᵢ = arredondar(wᵢ · M ÷ d) · d; volume: Vᵢ = mᵢ ÷ ρᵢ; embalagens = piso(M · (1 − perdas) ÷ massa por embalagem); ativo = Σ wᵢ · aᵢ
Custo: C = Σ mᵢ · cᵢ; por kg útil = C ÷ M_u; por embalagem = massa por embalagem · C ÷ M_u + embalagem

Hipóteses e limites

  • A fórmula é em % de massa. As densidades dos insumos (padrão 1,00 kg/L) só servem para volumes; a mistura ideal ignora contração ou expansão, por isso a densidade medida do produto, quando informada, prevalece.
  • As massas são arredondadas à resolução da balança; o total é arredondado para cima e o q.s.p. (ou, sem q.s.p., os maiores restos do arredondamento) fecha a soma. As perdas de processo e de envase são frações da massa e valem igualmente para todos os insumos.
  • O custo inclui só matérias-primas e embalagem; mão de obra, energia, impostos e despesas ficam de fora. O teor de ativo é a soma simples de % na fórmula × teor de cada matéria-prima, sem reações (como a neutralização do ácido sulfônico).
  • A calculadora não verifica exigências regulatórias da Anvisa (saneantes e cosméticos), da FDA ou do Regulamento europeu de cosméticos: registro, rotulagem e limites de ingredientes são responsabilidade do fabricante.

Normas e documentos técnicos

  • ISO 22716:2007 — Cosmetics — Good Manufacturing Practices (GMP), batch documentation and weighing records
  • OIML R 76-1:2006 — Non-automatic weighing instruments (scale interval d and accuracy classes)
  • Perry’s Chemical Engineers’ Handbook, 9th ed., McGraw-Hill, 2018 — densities of mixtures
  • Lange, K. R. (ed.) Detergents and Cleaners: A Handbook for Formulators, Hanser, 1994
  • Rosen, M. J.; Kunjappu, J. T. Surfactants and Interfacial Phenomena, 4th ed., Wiley, 2012

Legislação e regulamentos no Brasil

  • Lei nº 6.360/1976: vigilância sanitária de medicamentos, cosméticos e saneantes
  • RDC Anvisa nº 47/2013: boas práticas de fabricação de produtos saneantes
  • RDC Anvisa nº 752/2022: definição, classificação, requisitos técnicos e rotulagem de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes
  • NR-26: Sinalização de segurança (rotulagem de produtos químicos) e NR-12 nas máquinas de mistura e envase

Perguntas frequentes

O que esta calculadora faz?

Ela transforma uma fórmula em porcentagem (ou as quantidades de uma fórmula-piloto) na lista de pesagem de um lote do tamanho que você precisa: por número de embalagens, por kg ou por litros. Considera as perdas no reator e no envase, arredonda cada massa à resolução da sua balança e calcula o volume do lote, o teor de ativo e o custo por kg, por litro e por embalagem. No exemplo, 500 galões de 5 L de detergente lava-louças pedem 2.592,77 kg pesados.

Como funcionam o q.s.p. e a normalização?

Escreva qsp na quantidade do insumo que completa a fórmula, normalmente a água. No exemplo, os outros oito insumos somam 19,51% e a água recebe os 80,49% que faltam. Sem q.s.p., se a soma não der 100% (por exemplo, 98,5%), a calculadora divide cada quantidade pela soma e avisa: "Soma = 98,50%: a fórmula foi normalizada para 100%". Leia sempre esse aviso, porque ele costuma indicar um erro de digitação.

Como a calculadora chega à massa a pesar?

Primeiro ela calcula a massa que precisa chegar às embalagens: 500 × 5 L × 1,022 kg/L = 2.554 kg. Depois divide pela fração que sobra após as perdas, (1 − 1%) × (1 − 0,5%), o que dá 2.592,76 kg. Por fim arredonda cada insumo à resolução da balança (10 g no exemplo) e o q.s.p. fecha o total em 2.592,77 kg, ocupando cerca de 2.538 L no tanque.

De onde tiro a densidade dos insumos e do produto?

A densidade de cada matéria-prima está no laudo ou na ficha técnica do fornecedor; para sólidos que se dissolvem ela só afeta o volume calculado. Sem medição, a calculadora estima a densidade do produto pela mistura ideal, 1,022 kg/L no exemplo. Se você mediu o produto pronto com densímetro ou picnômetro, informe o valor: ele passa a valer para o volume do lote e para o número de embalagens, porque muitas misturas contraem ou expandem alguns por cento.

Como ler o custo por embalagem do exemplo?

As matérias-primas do lote custam R$ 5.669, ou R$ 2,22 por kg útil já com as perdas. Cada galão leva 5,108 kg de produto (R$ 11,34) e R$ 4,40 de embalagem completa, total de R$ 15,74. O Pareto mostra que três insumos (ácido sulfônico, lauril éter sulfato e essência) respondem por 83% do custo: é neles que a negociação de preço faz diferença. Mão de obra, energia, impostos e despesas não estão incluídos; some-os antes de formar o preço de venda.

Para que serve o modo Ficha de pesagem?

Ele mostra e imprime só o que o operador precisa: fase, insumo, %, massa, volume, uma coluna em branco para o lote de cada matéria-prima, a caixa de conferência e as linhas "Pesado por", "Conferido por", "Data" e "Lote do produto". Preços, custos, Pareto e a tabela de matérias-primas com preços ficam ocultos na tela e no PDF, o que protege a fórmula comercial. Para mudar a fórmula, volte ao Memorial de custo, ajuste e troque de novo.

Quais são os limites da calculadora?

Ela não considera reações (como a neutralização do ácido sulfônico pela soda), evaporação nem perdas diferentes para cada insumo, e o teor de ativo é a soma simples de % × teor de cada matéria-prima. Pesagens com menos de 20 divisões da balança têm erro de arredondamento acima de 2,5% e geram aviso; no exemplo, o corante (0,26 kg) fica com 26 divisões. A ferramenta também não verifica exigências da Anvisa para saneantes e cosméticos: registro, rotulagem e limites de ingredientes ficam com o responsável técnico.