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Produzir ou comprar

Informe o preço do fornecedor e o que custa produzir internamente para saber qual opção sai mais barata, a partir de que volume e em quanto tempo o investimento se paga.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Estimativa preliminar
Volume
Comprar
Fazer

Use a calculadora de custo-hora de máquina. A parte variável é energia e consumíveis (e a manutenção, se ela crescer com as horas de uso): é o que muda se a máquina passa a fazer a peça.

Análise econômica
—Economia anual de fazer
—

Custo por unidade conforme o volume anual

Fazer dilui o investimento e os custos fixos no volume; comprar tem custo quase constante.

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Composição do custo por unidade

Custo incremental de fazer (com o investimento anualizado) comparado ao custo total de comprar.

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Retorno do projeto

Fluxo de caixa da melhoria: investimento no ano 0 e economia anual corrigida pelo aumento informado, descontada pela TMA.

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O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Comprar: preço × (1 + frete e impostos + qualidade) + gestão do fornecedor ÷ volume
Fazer (incremental): [material + custo-hora variável × t_máquina + mão de obra × t_MO] ÷ (1 − refugo) + (novos fixos + investimento × FRC) ÷ volume
Volume de equilíbrio = (fixos novos + investimento anualizado − gestão do fornecedor) ÷ (custo unitário de comprar − custo variável de fazer)

Hipóteses e limites

  • Valores antes do imposto sobre o lucro; para a análise após impostos, use a calculadora de investimentos.
  • Mão de obra entra como incremental; se o pessoal já existe e está ocioso, use custo zero ou o custo de horas extras.

Normas e documentos técnicos

  • Horngren, C. T.; Datar, S. M.; Rajan, M. V. Cost Accounting: A Managerial Emphasis. Pearson
  • CIMA Official Terminology: relevant costing, make or buy
  • Martins, E. Contabilidade de Custos. Atlas

Legislação e regulamentos no Brasil

  • Lei nº 13.429/2017 e Lei nº 6.019/1974: terceirização de atividades
  • IN RFB nº 1.700/2017: depreciação fiscal do investimento

Perguntas frequentes

O que a calculadora produzir ou comprar compara?

Ela compara o custo de comprar uma peça pronta de um fornecedor com o custo de produzi-la internamente, contando só o que muda de fato se a peça passar a ser feita (custo incremental). Mostra a opção mais barata, o volume anual a partir do qual fazer compensa e o retorno do investimento (VPL, TIR e payback). Use antes de verticalizar uma peça, de terceirizar uma etapa ou de renegociar com o fornecedor.

Como decidir entre produzir ou comprar?

Compare o custo total de comprar (preço, frete, impostos não recuperáveis, inspeção e gestão do fornecedor) com o custo incremental de fazer: material, parte variável do custo-hora da máquina, mão de obra extra, novos custos fixos e o investimento anualizado. No exemplo, comprar custa R$ 31,55 por peça e fazer custa R$ 21,42, já com o investimento de R$ 900 mil distribuído na vida útil: fazer compensa.

Devo usar o custo-hora completo da máquina?

Para decidir, não. O custo-hora completo inclui depreciação, juros, área e indiretos que existem de qualquer forma; ele serve para formar preço. Na decisão entra só a parte variável (energia, manutenção, consumíveis), mais o investimento se a máquina for comprada para a peça. No exemplo, o custo completo seria R$ 22,69 por peça; aqui a conclusão não muda, mas em casos apertados o custo completo leva a recusar uma produção que daria lucro.

O que é o volume de equilíbrio e como ler o resultado?

É o volume anual em que fazer e comprar custam o mesmo. Abaixo dele, o investimento e os novos custos fixos se diluem em poucas peças e comprar fica mais barato. No exemplo o equilíbrio é de 16.038 peças por ano, e o volume de 40.000 está 149% acima: a decisão de fazer resiste a uma queda razoável de demanda.

Por que a economia anual é maior que a diferença por peça vezes o volume?

Porque são contas diferentes. A economia anual (R$ 586 mil no exemplo) é o custo de compra evitado menos o custo de fazer sem o investimento, e é o fluxo de caixa usado no payback e no VPL. A diferença por peça (R$ 10,13) já desconta o investimento anualizado; multiplicada por 40.000 peças, dá cerca de R$ 405 mil por ano de ganho econômico.

Que custos costumam ser esquecidos na comparação?

Do lado de comprar: frete, seguro, impostos sem crédito, inspeção de recebimento, devoluções e o tempo da equipe de compras com o fornecedor, que no exemplo somam R$ 3,55 por peça além do preço. Do lado de fazer: refugo, novos operadores, manutenção, calibração e área. Se a mão de obra ou a máquina já existem e estão ociosas, use custo zero ou só o de horas extras.

O que mais pesa além do custo e quando aprofundar a análise?

Domínio da tecnologia, risco de depender de um único fornecedor, prazo de entrega, qualidade, propriedade intelectual e foco no negócio principal. Os valores são antes do imposto sobre o lucro; para a análise com impostos, depreciação fiscal e financiamento, use a calculadora de viabilidade de investimentos e valide com a controladoria.