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Aferição e verificação de instrumentos

No campo, pelo celular: digite o padrão e as leituras do manômetro, transmissor, termômetro ou balança e saiba na hora se está aprovado, quanto ajustar no zero e no span e se o padrão serve. Imprima o registro com TAG e assinaturas.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

VerificaçãoRevisão 02/11/2026
O que verificar
Identificação (sai no registro)
Instrumento e faixa
Tolerância
Padrão e incerteza

Use o valor do certificado de calibração do padrão (calibrador, manômetro padrão, termômetro de referência) no ponto mais exigente.

Leituras como encontrado
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Pontos usuais: 0, 25, 50, 75 e 100% da faixa, subindo e depois descendo sem voltar (para medir a histerese). Com saída 4–20 mA, digite os mA lidos; com indicação local, a leitura na unidade do instrumento.

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—Maior erro encontrado
—

Erro em cada ponto e faixa de tolerância

Faixa sombreada: tolerância. Linhas cheias: subindo; tracejadas: descendo.

Toque no gráfico para ver os valores.

Resultado por ponto

Como deixado (após o ajuste)

Próximo passo

Leve os resultados desta página para outra calculadora, com os campos já preenchidos.

O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Saída 4–20 mA: mA esperado = 4 + 16 · (x − LRV) ÷ (URV − LRV); leitura na unidade = LRV + (mA − 4) ÷ 16 · span
Erro = leitura − padrão; % da faixa = erro ÷ span; % da leitura = erro ÷ padrão; histerese = |erro subindo − erro descendo|
Reta por mínimos quadrados: leitura = a + b · padrão; erro de zero = a + (b − 1) · LRV; erro de span = (b − 1) · span; não linearidade = máx |erro médio − (a + (b − 1) · x)|
Pt100 (IEC 60751): AA ±(0,1 + 0,0017|t|); A ±(0,15 + 0,002|t|); B ±(0,3 + 0,005|t|); C ±(0,6 + 0,01|t|) °C
TUR = menor tolerância ÷ U; U = √(U_padrão² + (U_mA · span ÷ 16)²), k = 2; critério TUR ≥ 4
Balança classe III, EMA na verificação: ±0,5 e (0 a 500 e), ±1 e (500 a 2.000 e), ±1,5 e (2.000 a 10.000 e); em serviço: 2 × EMA; repetibilidade: máx − mín ≤ |EMA|; massas-padrão ≤ EMA ÷ 3

Hipóteses e limites

  • Aceitação simples: o ponto é aprovado se |erro| ≤ tolerância. Pontos a menos de uma incerteza do limite são sinalizados como zona de dúvida (ILAC-G8), sem banda de guarda automática.
  • O ajuste sugerido vem da reta por mínimos quadrados de todas as leituras (subindo e descendo); a histerese e a não linearidade não se corrigem com zero e span. A tabela de classes de manômetro e as fórmulas do Pt100 são de referência: confira a edição da norma usada no seu plano.
  • Balança: leituras já arredondadas pelo mostrador (sem o método dos pesos de 0,1 e); e = d; EMA de serviço = 2 × EMA de verificação (Portaria Inmetro nº 157/2022, item 2.5.3). Não substitui a verificação legal.

Normas e documentos técnicos

  • JCGM 200:2012. International Vocabulary of Metrology (VIM), 3rd ed.: calibration (2.39), verification (2.44), adjustment (3.11)
  • ABNT NBR 14105-1:2013. Medidores de pressão — Parte 1: Medidores analógicos de pressão com sensor de elemento elástico
  • EN 837-1:1996. Pressure gauges — Part 1: Bourdon tube pressure gauges — Dimensions, metrology, requirements and testing
  • ASME B40.100-2022. Pressure Gauges and Gauge Attachments (accuracy grades 4A to D)
  • IEC 60751:2022. Industrial platinum resistance thermometers and platinum temperature sensors
  • OIML R 76-1:2006. Non-automatic weighing instruments — Part 1: Metrological and technical requirements — Tests
  • OIML R 111-1:2004. Weights of classes E1, E2, F1, F2, M1, M1–2, M2, M2–3 and M3
  • ANSI/NCSL Z540.3-2006. Requirements for the Calibration of Measuring and Test Equipment (TUR ≥ 4:1)
  • ILAC-G8:09/2019. Guidelines on Decision Rules and Statements of Conformity
  • ISO 10012:2003. Measurement management systems — Requirements for measurement processes and measuring equipment

Legislação e regulamentos no Brasil

  • Portaria Inmetro nº 157, de 31 de março de 2022: Regulamento Técnico Metrológico consolidado para instrumentos de pesagem não automáticos (EMA, item 2.5; massas-padrão, item 2.7.1)
  • Lei nº 9.933/1999: competências do Conmetro e do Inmetro em metrologia legal
  • ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017: requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração
  • NR-13: caldeiras, vasos de pressão e tubulações exigem instrumentos de pressão em condições de uso

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre aferição, calibração, verificação e ajuste?

Calibração é comparar o instrumento com um padrão rastreável e registrar o erro e a incerteza em cada ponto, num certificado. Verificação é comparar esse erro com uma tolerância e decidir aprovado ou reprovado. Ajuste é mexer no instrumento (zero e span) para reduzir o erro. “Aferição” é o nome antigo, que o VIM deixou de usar, mas na fábrica ainda quer dizer “conferir com o padrão e ver se está bom”: é a verificação desta página.

Quais pontos devo medir?

O usual é 5 pontos: 0, 25, 50, 75 e 100% da faixa, subindo até o fim e depois descendo, sem passar do ponto e voltar (isso esconderia a histerese). Num transmissor de 0 a 10 bar: 0; 2,5; 5; 7,5 e 10 bar. Para um processo que trabalha sempre perto de um valor, acrescente esse ponto. Em balança, use as cargas da mínima à máxima, incluindo as mudanças de EMA.

Como leio o resultado do exemplo?

O transmissor PT-101 (0 a 10 bar, saída 4–20 mA, tolerância de ±0,5% da faixa = ±0,05 bar) foi encontrado com erro de até +0,081 bar (0,81% da faixa) no ponto de 7,5 bar descendo: 4 dos 5 pontos ficaram fora. O erro cresce ao longo da faixa, sinal de erro de span (+0,49%) somado a um zero de +0,033 bar. Depois do ajuste, o maior erro caiu para 0,12% da faixa e o registro sai “Aprovado após ajuste”.

Qual tolerância usar?

A da norma ou da folha de dados quando o instrumento tem classe: manômetro classe A1 da NBR 14105-1 ou 1,0 da EN 837-1 aceita ±1% do fundo de escala; Pt100 classe A pela IEC 60751, ±(0,15 + 0,002·|t|) °C, ou ±0,35 °C a 100 °C. Muitas fábricas definem uma tolerância de processo, maior que a exatidão de catálogo, conforme o uso: o que importa é que ela esteja escrita no plano de calibração.

O que é a TUR e por que 4:1?

É a tolerância dividida pela incerteza expandida do padrão. Com 4:1, a incerteza do padrão ocupa só um quarto da tolerância e o risco de aprovar um instrumento ruim ou reprovar um bom é pequeno. No exemplo, ±0,05 bar de tolerância contra 0,005 bar do calibrador e 0,002 mA do multímetro dá TUR de 9,7:1. Abaixo de 1:1 o padrão é pior que o instrumento e o teste não vale.

Como é a verificação da balança?

Com massas-padrão, três ensaios: excentricidade (carga de cerca de 1/3 da capacidade no centro e nos quatro cantos), repetibilidade (a mesma carga, perto de 50% da capacidade, várias vezes) e pesagem (cargas crescentes até a máxima). Na classe III, a Portaria Inmetro nº 157/2022 dá EMA de ±0,5 e até 500 e, ±1 e até 2.000 e e ±1,5 e acima, e o dobro em serviço. No exemplo (150 kg, e = 50 g), a balança passa em serviço, mas ficaria fora no EMA de verificação em 150 kg (erro de 100 g para ±75 g).

Esta página substitui o certificado de calibração?

Não. Ela organiza a verificação interna e gera um registro com TAG, padrão, leituras e situação final, útil para o plano de manutenção, ISO 9001 e auditorias. O certificado de calibração do padrão deve vir de laboratório acreditado (ABNT NBR ISO/IEC 17025, RBC), e balanças usadas em comércio dependem da verificação periódica do Inmetro ou do órgão delegado (IPEM).