Um produto dá prejuízo na planilha de custos? Antes de cortá-lo, rateie os custos indiretos por centro de custo e compare o custeio por absorção com a margem de contribuição: veja quanto cada centro cobra por hora, quanto custa a capacidade parada e o que acontece com o lucro se o produto sair.
Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.
Total do período por produto nos dois métodos.
Custo direto mais o indireto de cada centro, por unidade, com o preço de venda.
Leve os resultados desta página para outra calculadora, com os campos já preenchidos.
O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.
É distribuir entre os produtos os custos que não dá para medir por unidade: supervisão, manutenção, energia geral, qualidade, aluguel. Cada centro de custo tem uma base (horas-máquina, horas-homem, unidades, área); a taxa é o custo do centro ÷ quantidade da base, e cada produto recebe taxa × o que consome.
Na absorção, o produto carrega uma parte de todos os custos da fábrica, inclusive os fixos; é o custo exigido no balanço e no imposto de renda (CPC 16). No variável, o produto carrega só o que muda com o volume, e os custos fixos vão inteiros para o período. A margem de contribuição do variável é o que se perde de fato ao cortar um produto.
Os quatro centros somam R$ 234.800 de custos indiretos. A Usinagem tem 1.800 horas-máquina e usou 1.670: taxa de R$ 65/h e R$ 8.450 de ociosidade; a Montagem, R$ 28/h e R$ 10.360 de ociosidade. O lucro do período é R$ 99.600 nos dois métodos. A Polia especial custa R$ 162,70 por absorção e é vendida por R$ 150,00 (prejuízo de R$ 3.810), mas tem margem de contribuição de R$ 23.490.
Só se a margem de contribuição for negativa. No exemplo, cortar a Polia especial reduziria o lucro de R$ 99.600 para R$ 76.110, porque os custos fixos da Usinagem, do prédio e dos outros centros continuariam. Antes de cortar, reveja preço, tempo nos centros caros e a base de rateio.
É o custo da capacidade que não foi usada: horas de máquina e de pessoas pagas e paradas. Pelo CPC 16, a alocação dos custos fixos se baseia na capacidade normal, e o custo não alocado vai para o resultado. Assim o custo do produto não sobe quando as vendas caem; a ociosidade aparece separada, onde dá para agir.
A que melhor explica o gasto: horas-máquina para setores de máquinas (energia, depreciação, manutenção), horas-homem para montagem e acabamento manuais, unidades para inspeção e expedição, área para aluguel, IPTU, limpeza e vigilância. Uma base ruim distorce o custo: um centro caro rateado por unidades penaliza produtos simples e baratos.
Faz o rateio direto dos centros para os produtos, sem rateio recíproco entre centros de apoio (manutenção atendendo usinagem, por exemplo). Supõe tudo o que foi produzido vendido no período e a parte variável de cada centro proporcional à base. Para custeio baseado em atividades (ABC), divida os centros em atividades e use as bases como direcionadores.
Aviso importante: as ferramentas do Indus Metrics fazem estimativas e pré-dimensionamentos a partir dos dados informados e de métodos de engenharia publicados. Não substituem projeto, memorial ou laudo assinado por profissional habilitado (CREA/ART), nem a verificação conforme as normas técnicas e a legislação aplicáveis, como as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho. Propriedades de materiais e combustíveis variam: confira com o fabricante ou com análises do seu processo antes de decidir. Ao usar o site, você concorda com os Termos de Uso.
© 2026 Indus Metrics. Encontrou um erro? Escreva para contato@seudominio.com.