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Rateio de custos indiretos: absorção × variável

Um produto dá prejuízo na planilha de custos? Antes de cortá-lo, rateie os custos indiretos por centro de custo e compare o custeio por absorção com a margem de contribuição: veja quanto cada centro cobra por hora, quanto custa a capacidade parada e o que acontece com o lucro se o produto sair.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Estimativa preliminarRevisão 02/11/2026
Centros de custo indireto (por mês)
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Até 4 centros. Capacidade: horas, unidades ou m² que o centro tem no período; em branco, todo o custo vai para os produtos. Parte variável: % do custo que acompanha a produção (energia, ferramentas).

Produtos
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Custo direto: material, embalagem e mão de obra direta por unidade (o que muda com o volume). Preço líquido de impostos sobre a venda, comissões e frete.

Consumo das bases pelos produtos
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As colunas seguem a ordem dos centros. Horas por unidade para hm e hh; em branco na base “unidades” vale 1; na base área, os m² que a linha do produto ocupa.

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—Lucro do período (igual nos dois métodos)
—

Lucro por produto: absorção × margem de contribuição

Total do período por produto nos dois métodos.

Toque no gráfico para ver os valores.

Custo e resultado por produto

Custo unitário por absorção e preço

Custo direto mais o indireto de cada centro, por unidade, com o preço de venda.

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Taxas dos centros de custo

Resultado do período nos dois métodos

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Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Taxa do centro = custo indireto do centro ÷ capacidade normal da base (ou consumo real, se a capacidade não for informada)
Indireto por unidade = Σ taxa × consumo da base por unidade (área: m² do produto ÷ volume); ociosidade = taxa × (capacidade − consumo)
Absorção: lucro do produto = (preço − direto − indireto) × volume; lucro do período = Σ lucros − ociosidade
Variável: MC = (preço − direto − taxa × parte variável × consumo) × volume; lucro do período = Σ MC − custos fixos indiretos

Hipóteses e limites

  • Rateio direto dos centros para os produtos (sem rateio recíproco entre centros de apoio), até 4 centros.
  • Tudo o que foi produzido é vendido no período (sem variação de estoque), por isso os dois métodos dão o mesmo lucro total. A parte variável de cada centro é proporcional à sua base.
  • Custo direto informado como variável; preço líquido de impostos sobre a venda, comissões e frete.

Normas e documentos técnicos

  • Martins, E. Contabilidade de Custos, 11ª ed. Atlas, 2018 (departamentalização e custeio variável)
  • Horngren, C. T.; Datar, S. M.; Rajan, M. V. Cost Accounting: A Managerial Emphasis, 16th ed. Pearson (cost allocation; absorption and variable costing)
  • Kaplan, R. S.; Cooper, R. Cost & Effect: Using Integrated Cost Systems to Drive Profitability and Performance. Harvard Business School Press, 1998
  • IAS 2 Inventories, IFRS Foundation (allocation of fixed production overheads based on normal capacity)

Legislação e regulamentos no Brasil

  • CPC 16 (R1) – Estoques, itens 12 e 13: custos fixos alocados com base na capacidade normal; o não alocado é despesa do período
  • Decreto nº 9.580/2018 (Regulamento do Imposto de Renda), art. 302: custo de produção integrado à contabilidade (custeio por absorção)

Perguntas frequentes

O que é rateio de custos indiretos?

É distribuir entre os produtos os custos que não dá para medir por unidade: supervisão, manutenção, energia geral, qualidade, aluguel. Cada centro de custo tem uma base (horas-máquina, horas-homem, unidades, área); a taxa é o custo do centro ÷ quantidade da base, e cada produto recebe taxa × o que consome.

Qual a diferença entre custeio por absorção e variável?

Na absorção, o produto carrega uma parte de todos os custos da fábrica, inclusive os fixos; é o custo exigido no balanço e no imposto de renda (CPC 16). No variável, o produto carrega só o que muda com o volume, e os custos fixos vão inteiros para o período. A margem de contribuição do variável é o que se perde de fato ao cortar um produto.

Como leio o exemplo?

Os quatro centros somam R$ 234.800 de custos indiretos. A Usinagem tem 1.800 horas-máquina e usou 1.670: taxa de R$ 65/h e R$ 8.450 de ociosidade; a Montagem, R$ 28/h e R$ 10.360 de ociosidade. O lucro do período é R$ 99.600 nos dois métodos. A Polia especial custa R$ 162,70 por absorção e é vendida por R$ 150,00 (prejuízo de R$ 3.810), mas tem margem de contribuição de R$ 23.490.

Devo cortar um produto que dá prejuízo no custeio por absorção?

Só se a margem de contribuição for negativa. No exemplo, cortar a Polia especial reduziria o lucro de R$ 99.600 para R$ 76.110, porque os custos fixos da Usinagem, do prédio e dos outros centros continuariam. Antes de cortar, reveja preço, tempo nos centros caros e a base de rateio.

O que é a ociosidade e por que ela não vai para os produtos?

É o custo da capacidade que não foi usada: horas de máquina e de pessoas pagas e paradas. Pelo CPC 16, a alocação dos custos fixos se baseia na capacidade normal, e o custo não alocado vai para o resultado. Assim o custo do produto não sobe quando as vendas caem; a ociosidade aparece separada, onde dá para agir.

Que base de rateio usar em cada centro?

A que melhor explica o gasto: horas-máquina para setores de máquinas (energia, depreciação, manutenção), horas-homem para montagem e acabamento manuais, unidades para inspeção e expedição, área para aluguel, IPTU, limpeza e vigilância. Uma base ruim distorce o custo: um centro caro rateado por unidades penaliza produtos simples e baratos.

Quais são os limites?

Faz o rateio direto dos centros para os produtos, sem rateio recíproco entre centros de apoio (manutenção atendendo usinagem, por exemplo). Supõe tudo o que foi produzido vendido no período e a parte variável de cada centro proporcional à base. Para custeio baseado em atividades (ABC), divida os centros em atividades e use as bases como direcionadores.