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Mix de produção com gargalo

Não dá para fazer tudo o que o mercado pede? Informe produtos, demandas e o tempo de cada um nas máquinas que limitam a produção e veja quanto produzir de cada item para ganhar mais com as horas que existem, e quanto vale cada hora a mais.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Estimativa preliminarRevisão 02/11/2026
Produtos e mercado (por mês)
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Preço líquido: sem impostos sobre a venda, comissões e frete. Custo variável: só o que sobe a cada unidade produzida (material, embalagem, energia, terceiros por peça). Mix atual: o que a fábrica produz hoje, para comparar; em branco, a calculadora usa a demanda reduzida na mesma proporção até caber.

Recursos que podem limitar (até 3)
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Tempo de cada produto nos recursos
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As colunas seguem a ordem da lista de recursos. Os nomes dos produtos têm de ser iguais aos da lista de produtos.

Despesas fixas

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—Lucro do mês com o mix ótimo
—

Quanto produzir de cada produto

Mix atual, mix ótimo e demanda máxima, em unidades por mês.

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Plano de produção do mês

Uso de cada recurso

Horas usadas em % das disponíveis, em cada alternativa de mix.

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Recursos e valor da hora

Resultado do mês por alternativa

Próximo passo

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Método, hipóteses e referências

Equações usadas

MC unitária = preço líquido − custo variável; MC por hora do recurso r = MC ÷ (minutos no recurso ÷ 60)
Maximizar Σ MCᵢ·xᵢ sujeito a Σ (tᵢᵣ ÷ 60)·xᵢ ≤ Hᵣ para cada recurso r e demanda mínimaᵢ ≤ xᵢ ≤ demanda máximaᵢ
Preço-sombra do recurso r = lucro ótimo com Hᵣ + 1 h − lucro ótimo com Hᵣ (custo de 1 h perdida = lucro com Hᵣ − lucro com Hᵣ − 1 h)
Lucro operacional = Σ MCᵢ·xᵢ − despesas fixas; regra de um gargalo: encher pela ordem de MC por hora do recurso de maior preço-sombra, respeitando todos os recursos

Hipóteses e limites

  • Programação linear resolvida pelo método simplex (regra de Bland), com até 3 recursos; o resultado é o ótimo exato do modelo contínuo e pode ter frações de unidade, a arredondar para baixo.
  • Preço, custo variável e tempo por unidade constantes; horas disponíveis já descontadas as perdas; despesas fixas iguais em todos os mixes. Setups dependentes da sequência, lotes mínimos e estoques não são considerados.
  • Sem mix atual digitado, a comparação usa a demanda máxima reduzida na mesma proporção até caber em todos os recursos.

Normas e documentos técnicos

  • Goldratt, E. M. The Haystack Syndrome: Sifting Information Out of the Data Ocean. North River Press, 1990
  • Corbett, T. Throughput Accounting. North River Press, 1998
  • Hillier, F. S.; Lieberman, G. J. Introduction to Operations Research, 11th ed. McGraw-Hill, 2021 (simplex method and sensitivity analysis)
  • Bland, R. G. New finite pivoting rules for the simplex method. Mathematics of Operations Research 2(2), 1977
  • Horngren, C. T.; Datar, S. M.; Rajan, M. V. Cost Accounting: A Managerial Emphasis, 16th ed. Pearson (product-mix decisions with constraints)

Legislação e regulamentos no Brasil

  • Não há norma legal que regule a escolha do mix; a decisão é gerencial.
  • CPC 16 (R1) – Estoques: o custeio por absorção continua obrigatório para a contabilidade e o fisco, mesmo usando a margem de contribuição nas decisões.

Perguntas frequentes

O que é o mix de produção com gargalo?

É decidir quanto fazer de cada produto no mês quando as máquinas não dão conta de toda a demanda. Em vez de seguir a margem percentual ou o preço, a calculadora busca o mix que gera a maior margem de contribuição com as horas que existem nos recursos que limitam a produção (Teoria das Restrições e programação linear).

Por que não basta priorizar pela margem por hora do gargalo?

Porque essa regra só é exata quando um único recurso limita. No exemplo, Dobradeira e Solda ficam cheias juntas: priorizar pela margem por hora na Dobradeira (Grade de proteção primeiro) trava a Solda e gera R$ 176.600 de margem, contra R$ 212.800 do mix ótimo calculado por programação linear.

Como leio o exemplo?

O mix ótimo é 300 gabinetes, 240 prateleiras, 900 suportes e 200 grades por mês. A margem de contribuição sobe de R$ 173.000 (mix atual) para R$ 212.800, e o lucro, depois de R$ 150.000 de despesas fixas, de R$ 23.000 para R$ 62.800 por mês. O Corte a laser fica com 38,7 h de folga.

O que é o preço-sombra?

É quanto o lucro aumenta com 1 hora a mais no recurso. No exemplo, 1 hora a mais de Dobradeira vale R$ 425,71 e de Solda, R$ 168,57; no Corte a laser, que tem folga, vale zero. Se a hora extra ou a terceirização custarem menos que isso por hora, compensam; o mesmo valor é o custo de cada hora parada no recurso.

De onde tiro os dados?

Preço líquido: preço de tabela menos impostos sobre a venda, comissões e frete. Custo variável: ficha de custo (material, embalagem, energia, terceiros por peça). Demanda: carteira, previsão ou histórico. Tempos: roteiro de fabricação ou cronometragem, em minutos por unidade com o setup rateado. Horas disponíveis: horas de turno do mês × OEE do recurso.

Para que serve a demanda mínima?

Para garantir pedidos contratados, clientes estratégicos ou peças de reposição que precisam sair mesmo com pouca margem. A calculadora produz pelo menos esse mínimo e só depois distribui o resto das horas. Se os mínimos não cabem nas horas, ela avisa quanto falta em cada recurso.

Quais são os limites?

Supõe tempos e margens constantes por unidade, horas disponíveis já descontadas as perdas e despesas fixas que não mudam com o mix. Não considera setups que dependem da sequência, lotes mínimos, estoque nem prazos dentro do mês; o resultado pode vir com frações, que devem ser arredondadas para baixo. Use a capacidade e o sequenciamento para conferir o plano.