Início / Planejamento e programação (PCP)

Programação de máquinas com Gantt

Várias injetoras, prensas ou teares para as mesmas OPs, ou uma oficina em que cada OP tem seu roteiro? Veja qual regra entrega no prazo, como fica a carga de cada máquina e imprima uma lista de despacho para cada uma.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Pré-dimensionamentoRevisão 02/11/2026
Tipo de programação
Máquinas
Ver o que foi lido

Velocidade 1 = máquina padrão (os tempos das OPs são nela); 0,8 = 20% mais lenta. Livre a partir de: horas desde o início ou horário (09:00), para máquina em manutenção ou ocupada.

Ordens de produção
Ver o que foi lido

Tempo padrão = tempo da OP na máquina de velocidade 1. Prazo em horas de trabalho desde o início (ex.: 12) ou data e hora (ex.: 03/11 15:00). Máquinas permitidas separadas por vírgula.

Os dados ficam só neste navegador e não são enviados. Desmarque para apagar.

—Fim da programação (makespan)
—

Comparação das regras

Clique numa linha para ver o Gantt e o despacho daquela regra. ✓ marca o melhor valor de cada coluna.

As regras de despacho dão uma boa programação, rápida e fácil de explicar no chão de fábrica, mas não necessariamente a ótima: com várias máquinas e roteiros o ótimo exato exige programação matemática. Confira sempre com quem conhece as máquinas.

Gráfico de Gantt por máquina

Carga e ociosidade por máquina

Ocupação de cada máquina até o fim

Produção, setup e tempo parado de cada máquina, do início até o fim da programação.

Toque no gráfico para ver os valores.

Despacho por máquina

Próximo passo

Leve os resultados desta página para outra calculadora, com os campos já preenchidos.

O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Paralelas: tempo na máquina m = tempo padrão ÷ velocidade_m + setup; setup = setup curto se a família da OP já está montada em m, senão o completo
Despacho em lista: na ordem da regra, cada OP vai para a máquina permitida m que minimiza fim_m = livre_m + setup + tempo na máquina m (livre_m começa na disponibilidade)
Família: famílias inteiras pela maior carga primeiro, cada uma na máquina que a termina antes; depois move uma OP de cada vez enquanto o vetor de términos (do maior ao menor) diminuir; na máquina, famílias pelo menor prazo
Roteiros (despacho não atrasado): t* = mín(máx(pronta da OP, livre da máquina)) entre as próximas operações; entre as que podem começar em t*, a regra escolhe: SPT (setup + tempo), EDD (prazo da OP), CR = (prazo − t*) ÷ trabalho restante, MWKR (maior trabalho restante)
Atraso T_j = máx(0, C_j − prazo_j); fluxo médio = Σ C_j ÷ n; espera da OP = C_j − trabalho da OP; limite inferior = máx(carga da máquina mais carregada; trabalho da OP mais longa)
Desbalanceamento = carga máx. − carga mín. entre as máquinas; ociosidade da máquina = makespan − disponibilidade − carga

Hipóteses e limites

  • Todas as OPs liberadas no início, sem quebras, sem falta de material e sem dividir uma OP; uma máquina faz uma operação por vez; as operações de uma OP seguem a sequência informada.
  • Em paralelo, a máquina começa sem família montada (primeiro setup completo) e o setup não muda com a velocidade; nos roteiros, o setup de cada operação é fixo. Empates mantêm a ordem digitada.
  • As regras dão uma boa programação, não necessariamente a ótima. O calendário repete as mesmas horas por dia para todas as máquinas, sem fins de semana e feriados; não considera limite de operadores, ferramentas ou moldes compartilhados.

Normas e documentos técnicos

  • Pinedo, M. L. Scheduling: Theory, Algorithms, and Systems, 6th ed., Springer, 2022 (parallel machines, LPT, job shop dispatching)
  • Giffler, B.; Thompson, G. L. Algorithms for solving production-scheduling problems. Operations Research, 8(4), 487–503, 1960
  • Graham, R. L. Bounds on multiprocessing timing anomalies. SIAM Journal on Applied Mathematics, 17(2), 416–429, 1969 (LPT)
  • Baker, K. R.; Trietsch, D. Principles of Sequencing and Scheduling, 2nd ed., Wiley, 2019
  • Panwalkar, S. S.; Iskander, W. A survey of scheduling rules. Operations Research, 25(1), 45–61, 1977
  • Tubino, D. F. Planejamento e Controle da Produção: teoria e prática, 3ª ed., Atlas, 2017

Legislação e regulamentos no Brasil

  • CLT, art. 59: horas extras limitadas a 2 por dia, com adicional mínimo de 50%, quando a programação exige jornada adicional
  • NR-12, item 12.11: setups e ajustes com a máquina parada e energias isoladas, salvo modo seguro previsto pelo fabricante

Perguntas frequentes

Quando usar esta calculadora em vez do sequenciamento de uma máquina?

Use quando há mais de uma máquina na história: várias máquinas que fazem o mesmo trabalho (injetoras, prensas, teares) e é preciso decidir qual pega cada OP, ou uma oficina em que cada OP passa por máquinas diferentes, em ordens diferentes (serra, torno, fresa, furadeira). Para uma máquina só ou para o gargalo, o sequenciamento de produção é mais simples e mostra as regras com setup por família em detalhe.

De onde tiro os dados?

Tempo padrão = quantidade da OP × tempo por peça (cronoanálise ou roteiro) ÷ eficiência real. Setup completo é a troca medida de uma família para outra; o curto, o ajuste quando a família já está montada. Velocidade relativa sai da produção real por hora de cada máquina com o mesmo produto. Máquinas permitidas vêm do molde, da ferramenta ou do tamanho da peça.

Como leio o resultado do exemplo de máquinas em paralelo?

São 9 OPs em 3 injetoras, uma delas 20% mais lenta e livre só às 09:00. A ordem digitada termina em 22,50 h com 3,50 h de atraso numa OP. A EDD (menor prazo primeiro) entrega todas no prazo e termina em 26,00 h. A LPT termina antes (21,50 h), mas atrasa 4 OPs: é a regra que equilibra a carga, não a que protege prazos.

E o exemplo de roteiros por OP?

São 6 OPs passando por serra, torno, fresa e furadeira. A fresa é o gargalo, com 14,50 h de carga: nenhuma programação termina antes disso. A MWKR chega exatamente a 14,50 h (o ótimo), mas atrasa duas OPs; a EDD termina em 16,00 h com só 1,00 h de atraso numa OP. A tabela de esperas mostra onde cada peça ficou na fila e por causa de qual OP.

O que é despacho não atrasado?

É a regra de bom senso do chão de fábrica: máquina livre com peça esperando começa a trabalhar na hora. Quando há mais de uma peça na fila, a regra escolhida decide qual entra (SPT, EDD, CR, MWKR ou a ordem digitada). É o método de Giffler e Thompson na versão simplificada usada em sistemas de programação; dá boas programações, mas não garante a ótima.

A programação é a melhor possível?

Não necessariamente. Programar várias máquinas é um problema difícil: o número de combinações cresce muito rápido e o ótimo exato exige programação matemática. As regras desta página dão um bom arranjo em segundos e fácil de explicar. O limite inferior mostra quanto ainda poderia haver de ganho: se a regra chega nele, a programação é ótima para o makespan.

Quais são os limites da calculadora?

Todas as OPs estão liberadas no início, sem quebras, sem falta de material e sem dividir uma OP entre máquinas. Em paralelo, o setup depende só da família anterior; no roteiro, o setup de cada operação é fixo. O calendário é o mesmo para todas as máquinas, sem fins de semana e feriados, e não há limite de operadores. Para centenas de OPs com restrições de pessoal ou ferramenta, use um sistema de programação (APS).