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Eficiência da mão de obra

Some as horas disponíveis, as paradas e as horas-padrão produzidas por operador, célula ou turno e descubra quanto do tempo pago vira produção, onde estão as perdas e quanto elas custam.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Estimativa preliminarRevisão 02/11/2026
Operadores, células ou turnos
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Horas-padrão: deixe em branco para calcular pela lista de produção; se preencher, o valor é somado ao da lista.

Paradas por motivo (opcional)
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Produção
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Custo e alertas

Use o custo por hora com encargos e benefícios (calculadora de custo do operador).

Prêmio de produção (simulação)
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—Eficiência global da equipe
—

Utilização, eficiência e eficiência global por pessoa

Em ordem de eficiência global; linhas tracejadas: limites de alerta da eficiência.

Toque no gráfico para ver os valores.

Pareto das horas perdidas

Paradas por motivo e horas trabalhadas abaixo do padrão (ritmo e método), com a porcentagem acumulada.

Toque no gráfico para ver os valores.

Ranking por pessoa

Horas, índices, perdas e alertas de cada operador, célula ou turno.

Próximo passo

Leve os resultados desta página para outra calculadora, com os campos já preenchidos.

O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Horas trabalhadas = horas disponíveis − horas paradas; horas-padrão = Σ (quantidade boa × tempo padrão)
Utilização = horas trabalhadas ÷ horas disponíveis; eficiência = horas-padrão ÷ horas trabalhadas
Eficiência global = utilização × eficiência = horas-padrão ÷ horas disponíveis
Horas perdidas = horas paradas + máx(0; horas trabalhadas − horas-padrão); custo = horas perdidas × custo da hora

Hipóteses e limites

  • Tempos padrão já incluem as tolerâncias e representam o método atual; a produção é só de peças boas.
  • A perda de ritmo e método conta só para quem ficou abaixo do padrão; quem passa de 100% não compensa as perdas dos outros no total de horas perdidas.
  • Limites de alerta (120% e 70%) e faixas de prêmio são valores práticos editáveis, não normativos; a simulação de prêmio não considera encargos.

Normas e documentos técnicos

  • Kanawaty, G. (ed.). Introduction to Work Study, 4th ed. International Labour Office, 1992 (use of work standards, labour control and incentives)
  • Niebel, B.; Freivalds, A. Methods, Standards, and Work Design, 13th ed. McGraw-Hill, 2014
  • Barnes, R. M. Motion and Time Study: Design and Measurement of Work, 7th ed. Wiley, 1980
  • Maynard’s Industrial Engineering Handbook, 5th ed. McGraw-Hill, 2001 (labor performance measurement)

Legislação e regulamentos no Brasil

  • NR-17 (Ergonomia), item 17.4: organização do trabalho, considerando normas de produção, exigências de tempo, ritmo e pausas
  • Decreto-Lei nº 5.452/1943 (CLT), art. 457, §§ 2º e 4º: prêmios por desempenho (redação da Lei nº 13.467/2017)

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre utilização, eficiência e eficiência global?

Utilização é a parte das horas disponíveis em que a pessoa trabalhou de fato: horas trabalhadas ÷ horas disponíveis. Eficiência (ou rendimento) compara o que foi produzido com o tempo trabalhado: horas-padrão ÷ horas trabalhadas. Eficiência global é o produto das duas: horas-padrão ÷ horas disponíveis. No exemplo, a equipe teve 89,0% de utilização, 95,5% de eficiência e 85,1% de eficiência global.

O que são horas-padrão e de onde tiro esse número?

É a produção boa multiplicada pelo tempo padrão de cada item: 3.890 suportes a 2,4 min dão 155,6 horas-padrão para a Ana. O tempo padrão vem da cronoanálise, da amostragem do trabalho ou do roteiro de fabricação do ERP. Se o sistema já soma as horas-padrão por pessoa, digite direto na coluna própria.

Como ler o resultado do exemplo?

Seis operadores somaram 1.040 h disponíveis no mês, 114 h paradas e 884,8 horas-padrão produzidas. Foram perdidas 201,5 h: 114 h em paradas e 87,4 h trabalhadas abaixo do padrão, cerca de R$ 8.662 a R$ 43 por hora. Falta de material é a maior causa (40 h). O Fábio aparece em primeiro no ranking, mas com 125% de eficiência, o que pede revisão do tempo padrão da Tampa B; o Diego, com 65,9%, pede apoio.

Por que uma eficiência acima de 120% é um alerta e não um elogio?

Porque ninguém trabalha de forma sustentável muito acima do ritmo normal. Quando alguém fica sempre acima de 120%, o mais comum é tempo padrão frouxo (o método melhorou e o tempo não foi revisto), contagem errada ou horas apontadas a menos. Revise o tempo antes de usar o número em metas ou prêmios; o limite de 120% é prático e pode ser ajustado.

Eficiência baixa quer dizer operador ruim?

Não necessariamente. Abaixo de 70%, veja antes se a pessoa está em treinamento, se usa o mesmo método e as mesmas ferramentas que os outros, se há paradas que não foram apontadas e se o tempo padrão daquele item está apertado. Só depois disso faz sentido tratar como desempenho individual.

Posso usar esta calculadora para pagar prêmio de produção?

Ela simula o custo de uma tabela de prêmio por faixas de eficiência, não define a regra. No Brasil, prêmios por desempenho estão no art. 457 da CLT, com regras próprias de incidência; acordos e convenções coletivas também contam. Antes de adotar, valide os tempos padrão, escreva as regras com RH e jurídico e evite que a meta empurre ritmos incompatíveis com a NR-17.

Quais os limites desta calculadora?

Os índices dependem da qualidade do tempo padrão e do apontamento de horas e paradas: dados ruins geram rankings injustos. A calculadora não separa refugo (use só produção boa), não trata mão de obra indireta e soma a perda de ritmo só de quem ficou abaixo do padrão. Para máquinas, use o OEE; para descobrir onde o tempo vai sem apontamento, faça uma amostragem do trabalho.