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Tolerâncias e fadiga pela tabela da OIT

Marque as condições do posto (postura, peso, ambiente, atenção e monotonia) para obter o total de tolerâncias, o tempo padrão e a justificativa de cada item, pronta para anexar ao estudo de tempos.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

Estimativa preliminarRevisão 02/11/2026
Operação

Tempo normal = tempo observado médio × fator de ritmo (vem da cronoanálise). Turno sem o intervalo de refeição.

Esforço físico e postura
Ambiente
Atenção e conteúdo da tarefa
Outros acréscimos

Outros: fatores fora da tabela (vibração, EPI pesado, calor entre os pontos Kata), com a justificativa no PDF. Contingências: medir por amostragem do trabalho; a OIT recomenda até 5%.

Identificação (para o PDF)

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—Tolerâncias totais
—

Tolerâncias item a item

Porcentagem de cada item sobre o tempo normal, do maior para o menor. Cinza: constantes; colorido: variáveis do posto.

Toque no gráfico para ver os valores.

Como o turno se divide

Minutos do turno de trabalho a 100% do padrão: produzindo no tempo normal e nas tolerâncias.

Toque no gráfico para ver os valores.

Justificativa das tolerâncias

Cada item da tabela, a condição escolhida e o acréscimo. Leve ao PDF para anexar ao estudo de tempos.

Próximo passo

Leve os resultados desta página para outra calculadora, com os campos já preenchidos.

O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Tolerância total t = constantes (necessidades pessoais + fadiga básica) + variáveis do posto + outros + contingências
Sobre o tempo normal (OIT): TP = TN × (1 + t); como fração da jornada: TP = TN ÷ (1 − t)
Conversão: fração da jornada f = t ÷ (1 + t); t = f ÷ (1 − f)
Tolerância por turno = horas de trabalho × 60 × f; peças por turno = horas × 3600 ÷ TP

Hipóteses e limites

  • Percentuais do exemplo de tabela de tolerâncias por descanso do manual da OIT, em % do tempo normal (básico), colunas homens e mulheres; os itens são somados.
  • Peso levantado em degraus de 2,5 kg (em unidades imperiais, 5 lb); usa-se o degrau igual ou imediatamente acima do valor informado. Condições atmosféricas pelos pontos 16, 8, 4 e 2 do índice Kata; valores intermediários entram em “outros acréscimos”.
  • Contingências (esperas inevitáveis) não são tolerância por fadiga; a OIT recomenda medi-las e mantê-las até 5%.

Normas e documentos técnicos

  • Kanawaty, G. (ed.). Introduction to Work Study, 4th ed. International Labour Office, Geneva, 1992 (relaxation allowances and example table)
  • OIT. Introducción al estudio del trabajo, 2.ª ed. Oficina Internacional del Trabajo, Ginebra (tabla de suplementos por descanso)
  • Freivalds, A.; Niebel, B. Niebel’s Methods, Standards, and Work Design, 13th ed. McGraw-Hill, 2014 (ILO recommended allowances)
  • Barnes, R. M. Motion and Time Study: Design and Measurement of Work, 7th ed. Wiley, 1980

Legislação e regulamentos no Brasil

  • NR-17, item 17.4 (organização do trabalho): considerar normas de produção, exigências de tempo, ritmo, pausas e conteúdo das tarefas
  • NR-15, Anexo 1 (ruído) e Anexo 3 (calor, IBUTG): limites de exposição que não se resolvem com tolerância
  • CLT, arts. 71 e 72: intervalos de descanso e refeição

Perguntas frequentes

O que são tolerâncias no tempo padrão?

São acréscimos ao tempo normal para que a pessoa possa atender às necessidades pessoais, recuperar-se da fadiga e absorver pequenas esperas inevitáveis. Sem elas, o tempo padrão só seria cumprido por quem trabalhasse o turno inteiro sem parar, o que não é possível nem permitido. No exemplo, 18% de tolerância sobre 40 s de tempo normal dão 47,2 s de tempo padrão.

Quais são as tolerâncias constantes da OIT?

Necessidades pessoais (5% para homens e 7% para mulheres) e fadiga básica (4% para todos). Elas valem para qualquer trabalho, mesmo sentado e leve, e somam 9% ou 11%. Os itens variáveis (em pé, postura, peso, iluminação, calor, concentração, ruído, tensão mental, monotonia e tédio) se somam a elas conforme o posto.

Como leio o resultado do exemplo?

O posto de montagem tem operador em pé (2%), levanta peças de 5 kg (1%), exige trabalho preciso (2%), tem ruído intermitente e forte (2%), processo bastante complexo (1%) e monotonia média (1%): 9% variáveis mais 9% constantes, total de 18%. Com tempo normal de 40 s, o tempo padrão é 47,2 s e o turno de 7,33 h rende 559 peças. As tolerâncias ocupam 67 minutos do turno.

Somar sobre o tempo normal ou tirar da jornada?

A OIT soma a porcentagem ao tempo normal: TP = TN × (1 + t). Quando a empresa define a pausa como fração do turno, a conta é TP = TN ÷ (1 − t), e o resultado sai maior. Para converter, 18% sobre o tempo normal equivalem a 15,3% da jornada (0,18 ÷ 1,18). Use a mesma forma em todos os estudos da fábrica.

A tabela da OIT é obrigatória?

Não. O próprio manual da OIT a apresenta como exemplo, sem valor normativo. No Brasil, a NR-17 exige que normas de produção, ritmo e pausas considerem as características do trabalhador e a avaliação ergonômica do posto. Os percentuais adotados devem ser registrados e, de preferência, acordados com os trabalhadores ou o sindicato.

Como usar o resultado na cronoanálise?

Clique em “Usar na cronoanálise”: a página abre com necessidades pessoais, fadiga (básica mais variáveis) e esperas inevitáveis já preenchidas. No exemplo vão 5%, 13% e 0%. Lá você cola as tomadas de tempo e informa o ritmo para obter o tempo normal e o tempo padrão final.

Quais os limites desta calculadora?

Ela aplica a tabela da OIT item a item, sem pesar a duração da exposição ao longo do turno. Calor, ruído e levantamento de cargas têm limites legais próprios (NR-15, NR-17) e não se resolvem com tolerância: avalie-os à parte. Pausas obrigatórias, como as do teleatendimento (NR-17, Anexo II), e pausas pagas que a empresa já concede devem ser tratadas separadamente.