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RULA: avaliação ergonômica dos membros superiores

Observe o posto, escolha a faixa de ângulo de cada segmento nos dois lados e saiba na hora a pontuação RULA, o nível de ação e qual mudança baixa o risco primeiro.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

VerificaçãoRevisão 02/11/2026
Braços e punhos (grupo A)

Pontue a postura mais desfavorável do ciclo, ou a mantida por mais tempo. Na dúvida entre duas faixas, use a de pontuação maior.

Pescoço, tronco e pernas (grupo B)
Comparar com outros postos (opcional)
Ver o que foi lido

O posto avaliado acima entra na comparação automaticamente.

Identificação (para o PDF)

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—Pontuação RULA (lado mais crítico)
—

Postura avaliada

O que mudar para cair um nível

Pontuação RULA se só aquele fator fosse levado à posição neutra, do maior ganho para o menor. Verde: muda o nível de ação.

Toque no gráfico para ver os valores.

Sugestões de mudança

Mudanças que baixam a pontuação, das que mudam o nível de ação para as demais.

    Comparação entre postos

    Pontuação RULA de cada posto, do mais crítico para o menos crítico, com a cor do nível de ação.

    Toque no gráfico para ver os valores.

    Postos comparados

    Pontuações intermediárias e final de cada posto.

    Próximo passo

    Leve os resultados desta página para outra calculadora, com os campos já preenchidos.

    O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

    Método, hipóteses e referências

    Equações usadas

    Grupo A: braço (1 a 6), antebraço (1 a 3), punho (1 a 4) e giro (1 a 2) → tabela A; C = A + uso muscular (0 ou 1) + força (0 a 3)
    Grupo B: pescoço (1 a 6), tronco (1 a 6) e pernas (1 a 2) → tabela B; D = B + uso muscular + força
    Pontuação final = tabela C (C limitado a 8, D limitado a 7); nível de ação: 1–2 → 1; 3–4 → 2; 5–6 → 3; 7 → 4
    Ajustes: braço +1 ombro elevado, +1 abduzido, −1 apoiado (mínimo 1); antebraço +1 cruzando a linha média ou para fora; punho +1 desvio; pescoço e tronco +1 torção, +1 inclinação lateral

    Hipóteses e limites

    • Tabelas A, B e C conforme McAtamney e Corlett (1993). Avalia-se a postura mais desfavorável ou a mantida por mais tempo de cada lado; o resultado do posto é o maior dos dois lados.
    • Uso muscular: postura principalmente estática por mais de 1 minuto ou repetição de 4 vezes por minuto ou mais (algumas planilhas usam 10 minutos para a postura estática). Na comparação entre postos, uso muscular e força digitados valem para os dois grupos.
    • “O que mudar” leva um fator por vez à posição neutra (pontuação mínima) e recalcula; mudanças em pescoço, tronco, pernas, uso muscular e força valem para os dois lados. É uma ordem de prioridade, não um projeto do posto.

    Normas e documentos técnicos

    • McAtamney, L.; Corlett, E. N. RULA: a survey method for the investigation of work-related upper limb disorders. Applied Ergonomics, 24(2), 91–99, 1993
    • McAtamney, L.; Corlett, E. N. Rapid Upper Limb Assessment (RULA). In: Stanton, N. et al. (eds.), Handbook of Human Factors and Ergonomics Methods. CRC Press, 2004
    • ISO 11226:2000: Ergonomics — Evaluation of static working postures
    • ISO 11228-3:2007: Ergonomics — Manual handling — Part 3: Handling of low loads at high frequency
    • EN 1005-4:2005+A1:2008: Safety of machinery — Human physical performance — Part 4: Evaluation of working postures and movements in relation to machinery

    Legislação e regulamentos no Brasil

    • NR-17 (Ergonomia), Portaria MTP nº 423/2021: avaliação ergonômica preliminar (AEP) e análise ergonômica do trabalho (AET), mobiliário, organização do trabalho e pausas
    • NR-01: gerenciamento de riscos ocupacionais (GRO/PGR), incluindo os fatores de risco ergonômicos

    Perguntas frequentes

    O que é o método RULA e quando usar?

    É um método de observação publicado por McAtamney e Corlett em 1993 para triagem do risco de lesões nos membros superiores (LER/DORT). Serve para tarefas sentadas ou em pé com uso intenso de braços, punhos e pescoço: montagem, embalagem, inspeção, costura, digitação. Em poucos minutos dá uma pontuação de 1 a 7 e o nível de ação.

    Como leio o resultado do exemplo?

    No posto de montagem de conector, o lado direito trabalha com o braço entre 45° e 90°, antebraço abaixo de 60°, punho fletido mais de 15° e desviado, de forma repetitiva: tabela A = 5 e C = 6. Pescoço fletido mais de 20° e tronco até 20° dão B = 3 e D = 4. Na tabela C, a pontuação final é 6, nível 3: investigar e mudar em breve. O lado esquerdo fica em 4.

    Como medir os ângulos?

    Observe vários ciclos e fotografe ou filme de lado, na altura do ombro. Meça o ângulo do braço em relação ao tronco, do antebraço em relação ao braço, e do pescoço e do tronco em relação à vertical. Um aplicativo de transferidor no celular ajuda. Na dúvida entre duas faixas, use a de pontuação maior.

    Qual lado devo avaliar?

    Os dois, porque a carga costuma ser diferente: a mão que segura a ferramenta e a que segura a peça trabalham em posturas distintas. A calculadora pontua cada lado e usa o maior como resultado do posto. Pescoço, tronco e pernas são comuns aos dois lados.

    O que significa cada nível de ação?

    Pontuação 1 ou 2 (nível 1): aceitável se não for mantida ou repetida por longos períodos. 3 ou 4 (nível 2): investigar; podem ser necessárias mudanças. 5 ou 6 (nível 3): investigar e mudar em breve. 7 (nível 4): investigar e mudar imediatamente.

    O que mudar primeiro?

    Veja o gráfico “O que mudar para cair um nível”: ele recalcula a pontuação levando cada fator, sozinho, à posição neutra. No exemplo, deixar o punho reto ou baixar o braço para menos de 20° leva o RULA de 6 para 4, do nível 3 para o 2. Mudanças de altura e posição da peça costumam ser as mais baratas.

    O RULA substitui a análise ergonômica da NR-17?

    Não. O RULA é uma ferramenta de triagem que ajuda a priorizar postos. A NR-17 pede a avaliação ergonômica preliminar (AEP) e, quando necessário, a análise ergonômica do trabalho (AET), que consideram organização do trabalho, ritmo, pausas, ambiente e a participação dos trabalhadores. Para levantamento de cargas use a equação do NIOSH.