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Teste qui-quadrado: associação, aderência e tabelas cruzadas

Descubra se o defeito depende da máquina, do turno ou do fornecedor, onde está a diferença e se ela é grande o bastante para importar, e teste se as contagens seguem o histórico ou o acaso (Poisson).

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

VerificaçãoRevisão 03/11/2026
Teste
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Associação: 1ª linha = nomes das colunas, 1ª coluna = nomes das linhas. Proporções: categoria · observado · proporção (ou contagem histórica). Poisson: valor da contagem · nº de unidades, ou uma coluna com a contagem de cada unidade.

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—Teste qui-quadrado
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Tabela de contagens

Teste qui-quadrado

Outras medidas

Contagens observadas × esperadas

Barras = observado; traço preto = o que se esperaria sem associação (ou com as proporções testadas).

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Contribuição ao qui-quadrado

Da maior para a menor. Vermelho = mais ocorrências que o esperado; azul = menos.

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Mosaico: composição de cada linha

Largura = total da linha; altura = % de cada coluna. Contorno grosso: resíduo ajustado além de ±2 (▲ acima, ▼ abaixo do esperado).

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Mapa dos resíduos ajustados

Cada célula mostra quantos erros-padrão a contagem está acima (vermelho) ou abaixo (azul) do esperado; além de ±2 é significativo.

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Proporção observada com IC de 95% × proporção do teste

Ponto e barra = proporção observada e seu intervalo exato (Clopper-Pearson); traço = proporção do teste. Barra que não cruza o traço indica categoria fora do esperado.

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Distribuição de referência: onde caiu o qui-quadrado

Curva qui-quadrado sem associação (H0). A área sombreada à direita do valor observado é o valor-P.

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Método, hipóteses e referências

Equações usadas

Esperada: Eᵢⱼ = (total da linha i × total da coluna j)/N; χ² = Σ(Oᵢⱼ − Eᵢⱼ)²/Eᵢⱼ; GL = (r − 1)(c − 1)
Razão de verossimilhança: G² = 2·ΣOᵢⱼ·ln(Oᵢⱼ/Eᵢⱼ); resíduo padronizado (O − E)/√E; resíduo ajustado (O − E)/√[E(1 − Lᵢ/N)(1 − Cⱼ/N)]
V de Cramér = √[χ²/(N·(min(r, c) − 1))]; Fisher 2×2: soma das probabilidades hipergeométricas P(a) ≤ P(observada), com totais fixos
Aderência: Eᵢ = N·pᵢ, GL = k − 1; Poisson: λ = Σi·Oᵢ/N, pᵢ = e^−λ·λⁱ/i!, última categoria 1 − Σpᵢ, GL = k − 2 (k − 1 com λ conhecida)

Hipóteses e limites

  • Cada item é contado uma só vez e os itens são independentes (amostra aleatória ou produção sem agrupamento). Valor-P aproximado pela distribuição qui-quadrado: confiável com esperadas ≥ 5; não calculado com esperada < 1.
  • Poisson: categorias formadas a partir dos dados, agrupando as de contagem esperada abaixo de 2 (a primeira acumula os valores baixos e a última todos os altos).
  • Razão de chances com IC de Woolf (somando 0,5 às células quando há zero) e poder para w = 0,3 pela qui-quadrado não central são complementos de interpretação.

Normas e documentos técnicos

  • Agresti, A. Categorical Data Analysis, 3rd ed. Wiley, 2013
  • Montgomery, D. C.; Runger, G. C. Applied Statistics and Probability for Engineers, 7th ed. Wiley, 2018, cap. 9
  • Cohen, J. Statistical Power Analysis for the Behavioral Sciences, 2nd ed. Erlbaum, 1988, cap. 7
  • Fisher, R. A. The Design of Experiments. Oliver & Boyd, 1935
  • NIST/SEMATECH e-Handbook of Statistical Methods, seção 1.3.5.15 (Chi-Square Goodness-of-Fit Test)
  • ISO 3534-1:2006 Statistics — Vocabulary and symbols

Legislação e regulamentos no Brasil

  • ABNT NBR ISO 9001:2015, 9.1.3: análise e avaliação de dados
  • ABNT NBR ISO 10017: orientações sobre técnicas estatísticas

Perguntas frequentes

Quando usar o teste qui-quadrado de associação?

Quando as duas variáveis são categorias contadas nas mesmas peças: máquina e tipo de defeito, turno e refugo, fornecedor e aprovação no recebimento. O teste diz se a distribuição de uma muda conforme a outra. No exemplo das prensas, a prensa 2 no 1º turno teve 76 alças rejeitadas contra 61 esperadas: p = 0,019, há associação.

O que significam contagem esperada e contribuição?

A esperada é o que a célula teria se não houvesse associação: total da linha × total da coluna ÷ total geral. A contribuição, (observado − esperado)²/esperado, mostra quanto cada célula pesa no qui-quadrado; as maiores dizem onde começar a investigar.

Para que servem os resíduos ajustados?

Mostram, em erros-padrão, quanto cada célula está acima ou abaixo do esperado. Acima de +2 ou abaixo de −2 a diferença daquela célula é significativa por si só. É a forma mais direta de responder “qual máquina e qual turno?”.

Quando usar o teste exato de Fisher?

Em tabelas 2×2 com contagens pequenas (alguma esperada abaixo de 5), comuns em inspeção de recebimento com poucos lotes reprovados. Ele calcula a probabilidade exata e não depende da aproximação qui-quadrado. A página mostra o resultado bilateral e os dois unilaterais.

O que é o V de Cramér?

É o tamanho da associação, de 0 a 1, que não cresce com o número de dados. Com milhares de peças, quase tudo dá p < 0,05; o V separa associações fortes (acima de 0,5) das que não mudam nenhuma decisão (abaixo de 0,1).

Como testar se os defeitos seguem o histórico?

Use “Aderência a proporções”: cole a categoria, o número observado no período e a proporção histórica (ou a contagem histórica). O teste compara as duas distribuições e o gráfico de contribuições mostra qual tipo de defeito mudou.

Por que testar se os defeitos seguem a Poisson?

Cartas c e u supõem defeitos ao acaso (Poisson). Se a variância for bem maior que a média, os defeitos se concentram em algumas peças e a carta dá alarmes demais. No exemplo dos painéis, 28 unidades com 3 defeitos contra 5 esperadas derrubam a hipótese de Poisson (p < 0,001).