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Correlação e gráfico de dispersão

Descubra quais variáveis do processo andam juntas, com que força e com que certeza, antes de montar um modelo de regressão ou mudar um parâmetro de máquina. Cole do Excel uma coluna por variável (ex.: temperatura, pressão, consumo), uma linha por medição; 20 ou mais linhas dão resultados confiáveis. Lembre: correlação mostra que duas variáveis andam juntas, não que uma causa a outra.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

VerificaçãoRevisão 03/11/2026
Dados
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Exemplos:

Colunas de texto (turno, linha, fornecedor) podem colorir os pontos por grupo. As linhas devem estar na ordem em que os dados foram coletados, se houver tempo envolvido.

Par para o gráfico de dispersão

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—Correlação
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Gráfico de dispersão com reta, elipse e LOWESS

Cada ponto é uma linha da tabela. Anotações diretas mostram a inclinação e o ponto que mais pesa; toque num ponto para excluí-lo só neste gráfico e ver r e R² mudarem.

Como ler: cada ponto é uma linha da tabela, com X no eixo horizontal e Y no vertical. Pontos subindo da esquerda para a direita = correlação positiva (X sobe, Y sobe); descendo = negativa. Quanto mais colados na reta, mais forte. A curva LOWESS segue os dados sem forçar uma reta: se ela entorta, a relação não é linear. Pontos isolados podem puxar o r sozinhos.

Toque no gráfico para ver os valores.

Força da relação em palavras

Régua de −1 a +1 com as faixas usuais (Evans, 1996), r e ρ com o intervalo de confiança, e o R² em 100 quadrados.

Como ler: a régua vai de −1 (sobem em sentidos opostos) a +1 (sobem juntas); perto de 0 não há relação linear. As marcas mostram r e ρ com a faixa de incerteza: faixa que cruza o zero = correlação não comprovada. Os 100 quadrados pintados são o R²: a parte da variação de Y que acompanha X.

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Matriz de dispersão

Abaixo da diagonal, dispersão com reta; na diagonal, histogramas; acima, o coeficiente e o valor-p em cores.

Como ler: é uma tabela de mini-gráficos: a linha e a coluna dizem quais variáveis se cruzam. Abaixo da diagonal, cada quadro é um gráfico de dispersão do par; na diagonal, o histograma da variável; acima, o número da correlação (cor forte = correlação forte; azul positiva, laranja negativa). Use para achar rapidamente os pares que valem estudar.

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Mapa de calor ordenado por afinidade

Variáveis agrupadas pela correlação. Negrito: valor-p abaixo de 0,05.

Como ler: cada célula é a correlação entre duas variáveis, em cor: azul = andam juntas (positiva), laranja = em sentidos opostos (negativa), cor apagada = sem relação. A ordem foi rearranjada para que variáveis parecidas fiquem vizinhas, formando blocos: variáveis do mesmo bloco medem quase a mesma coisa e não devem entrar juntas numa regressão.

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Força de todos os pares

Coeficiente e intervalo de confiança de cada par, do mais forte ao mais fraco.

Como ler: uma linha por par de variáveis, do mais forte para o mais fraco. O ponto é a correlação e a barra, a faixa de incerteza. Barras que não cruzam o zero são correlações comprovadas; barras longas indicam poucos dados. Os primeiros pares são os candidatos a controlar o processo.

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Correlações de pares

Pearson com IC pela transformação z de Fisher; Spearman com IC de Bonett e Wright; valor-p pelo teste t com N − 2 graus de liberdade.

Como ler: r (Pearson) mede relação em linha reta; ρ (Spearman) mede se uma sobe quando a outra sobe, mesmo em curva, e resiste a valores extremos. Ambos vão de −1 a +1. IC = faixa provável do valor verdadeiro; valor-p < 0,05 = correlação comprovada (não é acaso). Correlação não prova causa: confirme mexendo em X e vendo Y mudar.

Matriz de correlação

Correlação do par por grupo

O mesmo par calculado separadamente em cada grupo da coluna escolhida.

Próximo passo

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O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

Método, hipóteses e referências

Equações usadas

r = Σ(x − x̄)(y − ȳ) ÷ √[Σ(x − x̄)² · Σ(y − ȳ)²]; t = r√(N − 2) ÷ √(1 − r²), valor-p bicaudal com N − 2 GL
IC de Pearson: tanh(atanh r ± z₁₋α/₂ ÷ √(N − 3)) (Fisher)
Spearman ρ = r dos postos (empates pela média); IC: tanh(atanh ρ ± z₁₋α/₂ · √[(1 + ρ²/2) ÷ (N − 3)]) (Bonett e Wright)
N para detectar r com poder 1 − β: [(z₁₋α/₂ + z₁₋β) ÷ atanh|r|]² + 3
Elipse: (x − μ)ᵀ Σ⁻¹ (x − μ) = −2 ln(1 − conf); ponto influente: |r − r₍₋ᵢ₎| ≥ 0,02 e D de Cook > 4/N

Hipóteses e limites

  • Pearson mede só relação linear; o valor-p supõe pares independentes e distribuição aproximadamente normal. Spearman exige só relação monotônica.
  • Correlação não prova causa. Valores faltantes são ignorados par a par (cada par usa as linhas completas daquele par).
  • A exclusão de pontos com toque é um teste visual: não altera tabelas nem o resultado principal.

Normas e documentos técnicos

  • Montgomery, D. C.; Runger, G. C. Applied Statistics and Probability for Engineers, 7th ed. Wiley, 2018 (cap. 11)
  • Bonett, D. G.; Wright, T. A. Sample size requirements for estimating Pearson, Kendall and Spearman correlations. Psychometrika 65(1), 2000, p. 23–28
  • Fisher, R. A. On the probable error of a coefficient of correlation deduced from a small sample. Metron 1, 1921, p. 3–32
  • Cleveland, W. S. Robust locally weighted regression and smoothing scatterplots. JASA 74(368), 1979, p. 829–836
  • Evans, J. D. Straightforward Statistics for the Behavioral Sciences. Brooks/Cole, 1996
  • Brownlee, K. A. Statistical Theory and Methodology in Science and Engineering, 2nd ed. Wiley, 1965 (dados de stack loss)
  • ISO 3534-1:2006: Statistics — Vocabulary and symbols — Part 1

Legislação e regulamentos no Brasil

  • ABNT NBR ISO 9001:2015, item 9.1.3: análise e avaliação de dados
  • ABNT ISO/TR 10017:2005: orientação sobre técnicas estatísticas para a ABNT NBR ISO 9001

Perguntas frequentes

O que significa um coeficiente de correlação de 0,8?

Que as duas variáveis têm uma relação linear forte e no mesmo sentido: quando uma sobe, a outra tende a subir. O R² de 0,64 diz que 64% da variação de uma acompanha a outra. Confira o intervalo de confiança: com 10 pares, r = 0,8 pode ser algo entre 0,34 e 0,95.

Quando usar Pearson e quando usar Spearman?

Pearson mede relação em linha reta e é o padrão para medições contínuas aproximadamente normais. Spearman usa a ordem dos valores: serve para relações curvas que sempre sobem ou descem, para notas e escalas, e é pouco afetado por valores extremos. Se os dois diferem em mais de 0,1, olhe o gráfico.

Correlação alta prova que uma variável causa a outra?

Não. As duas podem depender de um terceiro fator, como o clima, o turno ou a matéria-prima. A correlação indica onde investigar; para medir o efeito de cada fator, use regressão com todos eles ou um experimento planejado.

Quantos dados preciso para confiar na correlação?

Depende do tamanho de r. Para confirmar r = 0,5 com 95% de confiança e poder de 80%, são cerca de 30 pares; para r = 0,3, cerca de 85. A página calcula esse número para o seu r no cartão de verificação.

O que é o ponto que puxa a reta?

É a observação que, sozinha, mais muda o r quando retirada. Toque nela no gráfico para ver r e R² sem ela. Se for um evento especial, como uma limpeza, uma partida ou um erro de digitação, investigue antes de excluí-la dos dados.

Como colar os dados do Excel?

Selecione as colunas com os nomes na primeira linha, copie e cole no campo da tabela. Colunas de texto, como turno ou fornecedor, viram grupos e podem colorir os pontos. Linhas com célula vazia ficam fora só do par em que falta o valor.

Os resultados são iguais aos de softwares estatísticos?

Sim. O r, o ρ, os valores-p e os intervalos seguem as fórmulas publicadas (Fisher para Pearson e Bonett e Wright para Spearman) e foram conferidos com exemplos publicados e com o SciPy, até a terceira casa decimal.