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Gráfico de sequência (run chart) online

Cole o indicador na ordem do tempo e veja se a melhoria funcionou: a página traça a mediana, destaca deslocamentos e tendências e diz, em linguagem simples, se a mudança é real ou acaso.

Ferramenta de pré-dimensionamento e estimativa: os resultados não substituem projeto, cálculo ou laudo assinado por profissional habilitado nem a verificação conforme as normas aplicáveis.

VerificaçãoRevisão 03/11/2026
Dados
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Uma linha por dia, turno, lote ou peça, na ordem do tempo. A última coluna numérica é o valor; uma coluna de texto ou de data vira o rótulo do eixo. Aceita até 100 mil valores.

Linha central e referências

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—Padrões na sequência
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Gráfico de sequência

Faixa sombreada = deslocamento (6+ pontos do mesmo lado da mediana); traço grosso = tendência (5+ pontos subindo ou descendo).

Como ler: o eixo horizontal é o tempo (ponto 1 = o mais antigo) e o vertical é o valor do indicador. A linha central é a mediana: metade dos pontos fica acima, metade abaixo. Num processo que só varia ao acaso, os pontos cruzam a mediana com frequência e não há faixas sombreadas nem traços grossos; uma faixa ou um traço é sinal de que algo mudou de verdade naquele trecho.

Toque no gráfico para ver os valores.

    Detalhes: contagem das sequências e dos sinais

    Próximo passo

    Leve os resultados desta página para outra calculadora, com os campos já preenchidos.

    O memorial reúne entradas, resultados, equações, hipóteses e referências desta página, com campos para projeto, responsável e revisão. O relatório completo traz também os gráficos e as interpretações, em cores. Na janela de impressão, escolha Salvar como PDF.

    Método, hipóteses e referências

    Equações usadas

    Linha central: mediana dos pontos (posição (N + 1)/2) ou dos N primeiros (linha de base); opcionalmente a média
    Deslocamento: ≥ 6 pontos seguidos do mesmo lado (pontos sobre a linha ignorados); tendência: ≥ 5 pontos seguidos subindo ou descendo (valores iguais seguidos ignorados)
    Sequências: nº de trechos do mesmo lado entre os pontos úteis m; faixa esperada pela tabela de Provost e Murray (m = 10 a 60); m > 60: μ = 1 + 2ab/m, σ² = 2ab(2ab − m)/[m²(m − 1)], a = ⌊m/2⌋, b = m − a, faixa ⌊μ − 1,645σ − 0,5⌋ a ⌈μ + 1,645σ + 0,5⌉

    Hipóteses e limites

    • Regras do IHI (Provost e Murray): pensadas para a mediana e para pontos independentes, na ordem do tempo. O "ponto astronômico" (4ª regra) é julgado por quem conhece o processo e não é marcado automaticamente; pontos fora de LIE/LSE aparecem em vermelho.
    • Acima de 60 pontos úteis, a faixa de sequências usa a aproximação normal, ajustada para coincidir com a tabela publicada em 85 dos 102 limites de 10 a 60.
    • O gráfico de sequência não tem limites de controle; para limites 3σ use a carta I-AM, e para valores-p dos testes de sequência, a página Multi-vari. Com mais de 3 mil pontos, o desenho é simplificado (os pontos destacados ficam); as regras usam todos.

    Normas e documentos técnicos

    • Provost, L. P.; Murray, S. K. The Health Care Data Guide: Learning from Data for Improvement. Jossey-Bass, 2011
    • Perla, R. J.; Provost, L. P.; Murray, S. K. The run chart: a simple analytical tool for learning from variation in healthcare processes. BMJ Quality & Safety 20:46–51, 2011
    • Swed, F. S.; Eisenhart, C. Tables for testing randomness of grouping in a sequence of alternatives. Annals of Mathematical Statistics 14:66–87, 1943
    • Montgomery, D. C. Introduction to Statistical Quality Control, 8th ed. Wiley, 2019

    Legislação e regulamentos no Brasil

    • ABNT NBR ISO 9001:2015, 9.1.1: monitoramento e medição
    • ABNT NBR ISO 9001:2015, 10.3: melhoria contínua

    Perguntas frequentes

    Como fazer um gráfico de sequência?

    Anote o indicador sempre do mesmo jeito (por dia, turno ou lote), na ordem em que aconteceu, e cole a coluna aqui; se tiver as datas, cole as duas colunas. A página traça os pontos ligados, a mediana como linha central e, se você informar, a meta e os limites.

    Como ler um gráfico de sequência?

    Não reaja a um ponto isolado. Procure padrões: 6 ou mais pontos seguidos do mesmo lado da mediana (deslocamento), 5 ou mais subindo ou descendo (tendência), ou a linha cruzando a mediana poucas ou muitas vezes. Esses padrões dificilmente aparecem por acaso e indicam que algo mudou.

    Por que usar a mediana e não a média?

    Porque as regras de deslocamento e de número de sequências foram feitas para a mediana: metade dos pontos fica de cada lado, e a chance de 6 seguidos no mesmo lado por acaso fica pequena. A mediana também não é puxada por um valor extremo.

    O que é a linha de base?

    É a mediana calculada só com os pontos de antes da mudança (por exemplo, os 18 dias anteriores ao kaizen) e estendida para frente. Assim os pontos depois da melhoria são comparados com o desempenho antigo; um deslocamento abaixo dela mostra que a melhoria funcionou.

    Quantos pontos preciso?

    A contagem de sequências começa com 10 pontos fora da mediana, e o ideal é ter 20 ou mais. Com menos, as regras raramente disparam, e só mudanças grandes ficam visíveis.

    Qual a diferença para a carta de controle?

    O gráfico de sequência não tem limites de controle e não precisa de muitos dados nem de supor uma distribuição: é ótimo para acompanhar uma melhoria desde o início. A carta de controle (I-AM, X̄-R) acrescenta limites de 3 sigma e é a ferramenta para manter o processo sob controle depois.

    O que fazer quando aparece um sinal?

    Descubra o que aconteceu no início do trecho destacado: troca de material, ajuste, operador novo ou a própria melhoria. Se a mudança foi intencional e para melhor, padronize e recalcule a mediana com os pontos novos; se foi para pior, trate a causa.