Início / Ferramentas da qualidade
As 7 ferramentas básicas da qualidade são um conjunto de gráficos e formulários simples, reunido por Kaoru Ishikawa e difundido pela JUSE, a União Japonesa de Cientistas e Engenheiros, nos círculos de controle da qualidade das fábricas japonesas a partir dos anos 1960. A ideia era que qualquer pessoa do chão de fábrica, sem formação em estatística, conseguisse coletar dados, enxergar o problema e acompanhar a solução.
Cada ferramenta responde a uma pergunta: onde e quanto acontece, quais são os poucos problemas que pesam mais, quais as causas possíveis, como os valores se distribuem, se duas coisas andam juntas, se o processo está estável e se os grupos se comportam de modo diferente. Abaixo, cada uma tem a sua página para colar os dados e baixar o gráfico pronto.
Para que serve: Registrar de forma rápida e padronizada quantas vezes cada defeito ou evento acontece, já organizado para a análise.
Quando usar: No início de qualquer estudo, quando os dados ainda não existem ou estão espalhados em anotações.
O inspetor marca um traço por peça rejeitada em cada tipo de defeito (rebarba, bolha, risco) e em cada turno, durante duas semanas.
Para que serve: Ordenar os problemas do maior para o menor e mostrar os poucos itens que respondem pela maior parte das perdas.
Quando usar: Para escolher onde atacar primeiro, quando há muitos tipos de defeito, de parada ou de reclamação.
Das 12 causas de parada da envasadora, três (troca de bobina, falta de tampa e atolamento) somam 78% do tempo parado.
Para que serve: Organizar as causas possíveis de um problema por categoria (máquina, método, material, mão de obra, medição, meio ambiente).
Quando usar: Depois de escolher o problema no Pareto, numa reunião com quem conhece o processo, antes de sair testando soluções.
A equipe lista 25 causas possíveis para o desvio de espessura da chapa e vota as 4 mais prováveis para verificar com dados.
Para que serve: Mostrar como os valores de uma medida se distribuem: onde está o centro, quanto variam e qual a forma.
Quando usar: Para comparar a variação com a especificação e para perceber mistura de máquinas, dados cortados ou valores estranhos.
O histograma do diâmetro de 200 eixos mostra dois picos: as duas máquinas que fazem a peça estão ajustadas em pontos diferentes.
Para que serve: Ver se duas variáveis andam juntas e com que força, marcando um ponto por par de valores.
Quando usar: Para confirmar com dados uma causa levantada no Ishikawa ou para achar o ajuste que controla uma característica.
Avanço da ferramenta no eixo X e rugosidade no Y: a nuvem sobe com r = 0,85, e o inserto gasto fica acima do novo.
Para que serve: Acompanhar o processo ao longo do tempo com limites calculados a partir da própria variação, separando causas comuns de causas especiais.
Quando usar: Para saber se o processo está estável, para reagir só aos sinais reais e para manter o ganho depois da melhoria.
A carta X̄-R do peso de enchimento mostra um ponto acima do limite toda segunda-feira de manhã, depois da limpeza da dosadora.
Para que serve: Separar os dados por origem (máquina, turno, fornecedor, operador, lote) para descobrir onde o problema realmente está.
Quando usar: Sempre que os dados vêm de fontes diferentes; aplica-se a qualquer uma das outras ferramentas, como Pareto por turno ou histograma por máquina.
O Pareto geral de defeitos parece equilibrado, mas separado por turno mostra que 70% das bolhas vêm do turno da noite.
Use em: Gráfico de Pareto, Histograma, Diagrama de dispersão
As ferramentas rendem mais em sequência do que isoladas. No Planejar do PDCA (Definir, Medir e Analisar no DMAIC), a folha de verificação gera os dados, o Pareto escolhe o problema, o Ishikawa levanta as causas, e o histograma, a dispersão e a estratificação mostram quais causas os dados confirmam. No Fazer e no Checar (Melhorar), o gráfico de sequência e o histograma comparam o antes e o depois. No Agir (Controlar), a carta de controle mantém o ganho e avisa quando algo muda.
Compara vários grupos lado a lado (mediana, quartis e pontos atípicos) num espaço pequeno; bom para máquinas, turnos ou fornecedores.
Os valores na ordem do tempo com a mediana; mostra se a melhoria deslocou o processo antes mesmo de haver dados para uma carta de controle.
Mostra como um valor inicial vira o final, item a item: perdas do OEE, do preço ao lucro ou do orçado ao realizado.
Folha de verificação, gráfico de Pareto, diagrama de Ishikawa (causa e efeito), histograma, diagrama de dispersão, carta de controle e estratificação. Algumas listas trocam a estratificação pelo fluxograma ou pelo gráfico de sequência; a ideia do conjunto é a mesma.
O conjunto foi organizado por Kaoru Ishikawa e divulgado pela JUSE nos círculos de controle da qualidade do Japão, a partir dos anos 1960. Várias ferramentas são mais antigas (o Pareto e a carta de controle de Shewhart, por exemplo); o mérito foi reuni-las em linguagem simples para todos na fábrica.
Uma sequência comum é: folha de verificação para coletar, Pareto para escolher o problema, Ishikawa para listar causas, estratificação, histograma e dispersão para confirmá-las, e carta de controle para manter o resultado. Não é obrigatório usar todas em todo problema.
Não. As 7 ferramentas foram pensadas para quem não tem formação em estatística: contar, ordenar, desenhar e olhar o gráfico. Quando a decisão exigir mais rigor, as páginas de análise completa (capacidade, ANOVA, regressão, testes de hipótese) estão ligadas a cada ferramenta.
A ISO 9001 pede análise e avaliação de dados e ação corretiva baseada em causas, e essas ferramentas são a forma mais comum de cumprir isso. No Seis Sigma, elas aparecem principalmente nas fases Medir, Analisar e Controlar do DMAIC.
Aviso importante: as ferramentas do Indus Metrics fazem estimativas e pré-dimensionamentos a partir dos dados informados e de métodos de engenharia publicados. Não substituem projeto, memorial ou laudo assinado por profissional habilitado (CREA/ART), nem a verificação conforme as normas técnicas e a legislação aplicáveis, como as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho. Propriedades de materiais e combustíveis variam: confira com o fabricante ou com análises do seu processo antes de decidir. Ao usar o site, você concorda com os Termos de Uso.
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